Nota: essa resenha vai contemplar tanto Ozman Thanatos quanto Ozman Keres, já que por algum motivo que não se sabe ao certo, o Skoob não tem o segundo volume. Amanhã quando eu ler Keres eu completo a resenha.
Ozman Thanatos é uma história curtinha, mas que entregou tudo que eu esperava. O desenho é do André Freitas, que eu conheci na CCXP de 2023 e é um cara muito daora, que pacientemente me deu um passeio por toda a obra dele na época e que me convenceu a levar Ozman por ser o que ele chamava de “a minha obra mais autoral”. Tô nessa fase de querer conhecer trabalhos autorais e essa aqui casou bem legal com meu gosto por terror.
Ozman Thanatos tem uma vibe de terror anos 80 que eu curto muito, numa pegada meio Sam Raimi, John Carpenter, Wes Craven etc., no sentido de ser um terrir que não é esculachado mas é autoconsciente o suficiente para se destacar. É um quadrinho que tem uma reverência muito legal pela iconologia do terror, mas ao mesmo tempo consegue trabalhar da sua maneira, tanto no uso da cor, da composição próxima à cinematográfica (o método do André se inicia na fotografia, pelo que ele me explicou na CCXP) e da música, que funciona ao mesmo tempo como trilha sonora e janela para a mente do filho da p*t que é o personagem título.
Mas o que se destaca mesmo é o uso de São Paulo quase como uma personagem. É uma delícia ver pontos que eu conheço de cor sendo usados como palco para uma história de terror. E mais que isso, são elementos não apenas tangenciais à trama, mas sim um elemento muito essencial que molda como o Ozman age e como ele reage também.
Enfim, amanhã leio a segunda parte e posto aqui o que achei da conclusão dessa história.
ATUALIZAÇÃO: Tudo que eu achava sobre esse quadrinho se confirmou em Ozman Keres. Aliás, Ozman Thanatos parece ainda mais um prelúdio de Ozman Keres, pois é nessa história que as coisas são colocadas em movimento.
São Paulo é ainda mais importante como personagem e - ALERTA DE SPOILER - eu fiquei incrivelmente feliz com a descoberta de coisas como a sociedade do espinho, a evolução da mitologia e do cânone de Ozman.
O único ponto que me deixa chateado é que eu queria muito que mais um capítulo fosse lançado logo para poder saber o que mais está rolando nesse universo.