Diogo da Rocha Figueira, conhecido por Dioguinho ou simplesmente Dioguin. Um pistoleiro nato, impiedoso e pontual.
Em sua primeira obra mais longa no universos dos quadrinhos, @bobotripi recorre a uma pesquisa bibliográfica e também ao imaginário coletivo regional na busca por contar um pouco da história do criminoso que marcou a última década do século XIX.
Na narrativa o sertão paulista é tido como plano de fundo para situações de intensa perversidade envolvendo o referido personagem frente à matança de alvos diversos, desde homens simples até figuras imponentes locais, sendo identificadas pelo menos 50 causa mortis com assinatura do grotesco bandido, fato esse que corroborou diretamente para o surgimento de toda uma lenda em torno de seu nome, que até hoje ainda atiça e incomoda o pensar de muitos.
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Essa é uma hq que, ao tratar de eventos que circundam a brutalidade dos causos de um indivíduo visceral, nos leva a refletir acerca das diversas camadas da maldade humana e as vastas possibilidades e imposições do sofrer.
Durante o virar das páginas, é quase impossível não imaginar os milhares de Dioguinhos que já viveram ou vivem mundo afora, sejam estes atuantes ou em processo de despertar, o que muito me assusta, pois a violência e os discursos que a rodeiam fazem parte uma realidade cada vez mais presente.
O peso do roteiro ganha força maior com a arte, dada a precisão e voracidade no traço do artista, cumprindo perfeitamente a missão de representar as infinitas formas de malevolência dos sujeitos.
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