Édipo alcança tudo o que um homem pode almejar, torna-se o soberano supremo e protetor da cidade de Tebas, querido por todos e admirado pelos seus grandes feitos. Contudo, sua tentativa de fugir dos augúrios e predições que lhes foram anunciadas o leva a uma busca de verdades sobre si mesmo que desconhecia, num mergulho ao abismo de seu passado e das maldições que pesam sobre a cidade e sua família. Tudo parece estar já traçado de antemão pelos deuses. Mas então por que lutar contra o inexorável destino? Por que pagar por culpas de um passado que não era seu? Com que prazer mórbido os deuses conduzem os homens à dor e ao sofrimento? Assim se desenvolve essa máxima tragédia das tragédias gregas, sobre a qual milhões de análises literárias, psicológicas e humanas já foram feitas, sempre com a intenção de esmiuçar seus múltiplos significados e segredos. É preciso algum conhecimento prévio sobre o drama antes de se entregar a sua leitura, uma vez que o contexto grego clássico de Sófocles não nos é familiar, mas ao fazê-lo descobrimos o porquê dessa tragédia grega de 2500 anos ser reiteradamente e descaradamente plagiada até hoje.