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    That Inevitable Victorian Thing -

    E.K. Johnston

    Dutton Books for Young Readers
    2017
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9781101994979
    2.3
    3 avaliações
    Leram3Lendo0Querem17Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados17Avaliaram3

    Victoria-Margaret is the crown princess of the empire, a direct descendent of Victoria I, the queen who changed the course of history. The imperial tradition of genetically arranged matchmaking will soon guide Margaret into a politically advantageous marriage. But before she does her duty, she'll have one summer of freedom and privacy in a far corner of empire. Posing as a commoner in Toronto, she meets Helena Marcus, daughter of one of the empire's greatest placement geneticists, and August Callaghan, the heir to a powerful shipping firm currently besieged by American pirates. In a summer of high-society debutante balls, politically charged tea parties, and romantic country dances, Margaret, Helena, and August discover they share an extraordinary bond and maybe a one-in-a-million chance to have what they want and to change the world in the process. Set in a near-future world where the British Empire never fell and the United States never rose, That Inevitable Victorian Thing is a surprising, romantic, and thought-provoking story of love, duty, and the small moments that can change people and the world.

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    Laura Vieira Machado picture
    Laura Vieira Machado16/02/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Decepcionante!

    Estou inconformada com esse livro. Ele tem tantas ideias boas, mas é tão espetacularmente ruim, que ainda estou tentando entender tudo que aconteceu. Por um lado, eu não o odeio, mas é porque ele falhou até nisso, até em me fazer sentir algo tão forte pela sua história. Tem tanta coisa errada aqui, tanta coisa que poderia ter sido incrível. Como isso é possível? Minha nota verdadeira é de 1,5. Primeiro, o livro é bem diferente do que eu esperava. Ele não é só sobre uma descendente da Rainha Victoria, ele é um livro que tenta com todas suas forças ser um romance vitoriano se passando em outra época (teoricamente uma próxima da nossa, mas mais futurística) e, adivinhe!, isso nunca chega nem perto de funcionar. Existem muitas razões para a era vitoriana não ter se estendido pelo século vinte e a morte da rainha é só uma delas. A autora realmente pensou que depois de duas guerras mundiais (das quais fez questão de se esquecer totalmente) o mundo de antes ainda seria o mesmo? Que pessoas comuns ainda teriam casarões, vários criados etc? Ela ignorou a revolução industrial também, o crescimento da população, tanta coisa que inviabilizaria seu universo. Pior do que toda essa forçação absurda de tentar encaixar um estilo completamente diferente de um mundo mais atual e levemente futurista, só criar um "império" que parece nem ter fronteiras e com uma mistura de raças, afinal, bagunçada. Achei que isso ia ser algo bacana, mas acabou parecendo o tempo todo ser só um jeito da autora reafirmar milhares de vezes de que esse império é tão incrível que ele vê todas as culturas, religiões, raças e orientações sexuais no mesmíssimo nível, sem qualquer preconceito. Eu amo a rainha Victoria, mas chegar a pensar que ela teria uma cabeça tão aberta assim é mais do que lúdico, é absolutamente ingênuo. Ela foi incrível para a época e sua posição, mas calma lá. Existe uma razão intrinsecamente humana para conflitos de culturas, raças e religiões, que aliás é algo no qual temos que trabalhar o tempo todo se quisermos ser mais civilizados e menos instintivos, mas ela ainda existe. Não consigo comprar essa ideia de que um país tão tradicionalista quanto o Reino Unido logo na era vitoriana só ia aceitar essas mudanças radicais da rainha sem falar nada. Já houve tanto regicídio por razões tão menores. E essa mudança durar tanto tempo, mais de cem anos, piorou a forçação de barra. Se a autora tivesse feito um império menor, talvez, em uma época mais próxima da própria rainha Victoria, se ela tivesse talvez criado seu próprio mundo, quem sabe algumas coisas teriam encaixado melhor. Mas ainda assim teria sido bem difícil consertar todo o livro, porque ele é um amontoado de ideias mirabolantes e nenhum acontecimento entre três personagens extremamente entediantes. Toda a questão genética e de um computador que é visto como uma igreja (e que bagunça de ideia foi essa de misturar tecnologia com religião? Definitivamente não deu certo) pareceu que ia ser algo principal no livro, mas acabou sendo uma pequena desculpa para dar um toque futurístico e fazer uma personagem descobrir mais sobre sua biologia. Sabe, dava para consertar isso com um simples teste de DNA por curiosidade em uma aula na escola, em vez de criar todo uma sistema que nunca fez sentido, nunca pareceu relevante e que só contribuiu para uma criação de mundo mal feita e improvisada. Em nenhum momento parece que a autora teve qualquer controle sobre o que estava fazendo, sobre o universo que ela criou. O que nós estávamos fazendo no Canadá? Vai saber. Ficou tudo tão deslocado, a narrativa com jeito de livro vitoriano mas em um cenário tão diferente, a tecnologia futurística, as roupas que eu nunca consegui imaginar ou decidir se encaixaria mais em uma característica da história ou em outra, e o romance. Ah, o romance. Era aqui que eu achava que a autora ia acertar. Não acertou. Estou inconformada com esse romance insosso que também tinha tudo para ser incrível. A posição das duas personagens (são duas garotas) já deveria deixar tudo interessante. Nunca li um romance com tão pouco sentimento e emoção. Estou decepcionadíssima. E agora vem a razão de eu ter dado 1,5 quando poderia muito bem ter dado 0,5 estrela de nota: dá para ver que a autora escreve bem. O enredo é um dos mais inúteis e vazios que já li e as ideias saíram completamente do controle, mas a autora tem talento para criar frases e palavras de um jeito muito bacana. Não sei por que ela não escreveu um romance vitoriano de uma vez, porque teria dado muito mais certo. E deve ter milhares de outras coisas péssimas e que deram errado aqui, mas eu estou cansada demais dessa história - ou melhor, desse fracasso, - para lembrar e comentar todas. O livro, infelizmente, não valeu toda a curiosidade que eu tinha sobre ele, mas é melhor ler e saber do que sempre ficar me perguntando se teria gostado. Mesmo assim, que decepção, viu.

    13 curtidas

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    2.3 / 3
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas33%
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    Emily Kate Johnston

    Emily Kate Johnston é arqueóloga forense, livreira e escritora, além de fascinada pela gramática. Já morou em quatro continentes, incluindo os verões que passou na Jordânia, onde ficou imediatamente encantada pelo deserto. A inspiração para escrever vem do seu trabalho, das viagens e da especialização em árabe e hebraico bíblicos. Emily adora contar histórias, e faz isso em diferentes mídias há mais de dez anos.

    27 Livros
    20 Seguidores

    Emily Kate Johnston