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    O Conflito das Interpretações (Logoteca) - Ensaios de Hermenêutica

    Paul Ricoeur (Em Português)

    Imago
    1990
    496 páginas
    16h 32m
    ISBN-13: 9789727030170
    Português Brasileiro
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    "O símbolo dá que pensar". Com esta fórmula se encerrava, em 1961, a Symbolique du Mal. Os ensaios de hermenêutica aqui reunidos, ainda que dispersos por dez anos e compostos conforme exigências de circunstância, cobrem com uma espécie de "manta de retalhos" o espaço de conflitos assim esboçado. Um primeiro foco conflitual situa-se no cerne das discussões contemporâneas sobre o "estruturalismo" e a "morte do sujeito". O problema do duplo sentido conduz à encruzilhada de uma semiologia apoiada sobre a linguística estrutural ligada, ela própria, a uma teoria da frase ou instância do discurso. Neste ponto, foca-se o debate sobre a psicanálise, sobre a "arqueologia" e a "teologia" do sujeito, aberto no Ensiao sobre Frued (1965). Tanto num lado como no outro, a filosofia da reflexão deve ser reconstruída, alongado o desvio pelas estruturas, o sentido objectivo, o mundo anónimo da cultura, incorporado o momento abstracto e impessoal da língua, ao acto da fala e ao seu poder reflexivo.

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    Paul Ricœur profile picture

    Paul Ricœur

    Paul Ricœur foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses. Ele desenvolveu contribuições para a fenomenologia e a hermenêutica, em constante diálogo com as ciências humanas e sociais. Ricoeur também interessou-se no existencialismo cristão e na teologia protestante. Seu trabalho está centrado nos conceitos de significado, subjetividade e na função heurística da ficção, especialmente da literatura e da história. Em 1936, licenciado em filosofia, criou a revista Être, inspirada nos preceitos de Karl Barth, teólogo cristão suíço. Em 1939, foi preso pelos nazistas e enviado ao campo de Groß Born; foi acadêmico na Universidade da Sorbonne. Passou também pelas universidades de Louvaina (Bélgica) e Yale (EUA), onde elaborou uma importante obra de filosofia política. Paul Ricœur participou de debates sobre linguística, psicanálise, o estruturalismo e a hermenêutica, com um interesse particular pelos textos sagrados do cristianismo. Em 1983, nos três volumes de Temps et récit (pt. "Tempo e narrativa"), o autor destaca as proximidades entre a temporalidade da historiografia e aquela do discurso literário. Pode ser encontrada aí a vontade de Ricoeur de ligar a reflexão filosófica sobre a natureza da narrativa com a perspectiva linguística e poética. Desde cedo, se interessou sobre a história desde uma perspectiva filosófica sem, no entanto, praticar uma filosofia da história. Em Histoire et vérité (1955; pt. "História e verdade"), ele tenta definir a natureza do conceito de verdade em história e diferenciar a objetividade em história distinguindo-a da objetividade nas ciências exatas. Anos mais tarde, ele se dedicará às questões culturais e históricas de uma perspectiva fenomenológica e hermenêutica. Ele fomenta então a discussão sobre a memória e a memória cultural em La mémoire, l'histoire, l'oubli (2000; pt. "A memória, a história, o esquecimento").

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    Auvérnia-Ródano-Alpes, França

    Paul Ricœur