Se até aqui estávamos nos aproximando devagar da linha tênue entre amizade e desejo, o Volume 4 atravessa esse limite com um sorriso sapeca no rosto e um grito de “vamos ver no que dá!”. É neste ponto que Boku Girl acelera a comédia romântica e investe pesado na construção das relações — especialmente entre Mizuki e Takeru.
A dinâmica entre os dois finalmente explode em uma química carregada de tensão sexual e emocional, ainda que recheada de negação mútua. Takeru está cada vez mais confuso e vulnerável, enquanto Mizuki, com seu novo corpo, começa a descobrir que está gostando... de provocar. E isso cria situações maravilhosamente caóticas, com cenas que vão do puro pastelão ao “opa, isso foi quase um beijo!”.
Yumeko segue brilhando como aquela personagem que dá o empurrão necessário — e a dose certa de competição romântica. Ela percebe rapidamente que Mizuki não é uma “garota comum”, e isso só a deixa mais intrigada. A trama começa a sugerir que o romance pode ir por caminhos não tão óbvios, o que dá frescor à narrativa.
Sugito também faz um trabalho excelente com a arte neste volume: os painéis estão mais ousados, os closes mais expressivos, e os momentos cômicos beiram o estilo anime gag, sem perder a elegância do traço. Há fluidez, charme e, acima de tudo, intenção narrativa em cada cena.