No Volume 7, Boku Girl atinge o coração do conflito central com força total: não dá mais para fingir que nada está acontecendo. Mizuki está apaixonado(a). Por Takeru. E agora? Esse volume é basicamente o que acontece quando a negação cede lugar ao desejo — e quando o desejo não sabe se é permitido ou não.
O ponto forte aqui é a honestidade emocional. Mizuki está esgotado(a) da própria indecisão e começa a olhar com sinceridade para os próprios sentimentos. O “ser garota” já não é mais uma simples transformação externa — agora é uma vivência completa, e tudo isso vem carregado de culpa, medo e, surpreendentemente, libertação.
Takeru, por sua vez, continua maravilhosamente confuso, mas é justamente essa confusão que o torna tão humano. Ele está num daqueles momentos de “não sei o que tudo isso significa, mas sei o que eu sinto”. E é nesse clima que acontecem os momentos mais românticos da série até agora — sim, com direito a beijo, tensão e reações que fazem o coração do leitor disparar.
Yumeko, mesmo mais em segundo plano neste volume, ainda aparece para equilibrar a trama com sua presença magnética. E a cereja do bolo: o retorno de Loki, o deus travesso que causou toda essa bagunça, agora pronto para dar mais uma chacoalhada no tabuleiro.
A arte continua em alto nível: expressões cada vez mais delicadas, closes emocionais certeiros e um cuidado visual com o timing das cenas românticas que transforma o mangá em um festival de "meu Deus, eles vão se beijar!"