Boku Girl #11 -

    Sugito Akira

    Shueisha
    2016
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9784088904702

    Mizuki gets confessed to by a boy in front of a special Mirror. Legend has it, that if you confess to someone you like in front of that mirror your wish comes true. There is a slight Problem in this Equation: Mizuki is just a very feminine looking boy. Also it seems that he caught the Attention of the Norse Trickster God Loki while glancing into the Mirror. Loki decides out of boredom to mess with Mizuki and turns him into a real Girl.

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    Renato Fula09/07/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Chegamos ao fim da jornada — e que jornada! O Volume 11 de Boku Girl não entrega reviravoltas explosivas nem finais forçados. Em vez disso, Akira Sugito oferece algo muito mais raro e bonito: um encerramento coerente com a alma da obra — leve, afetuoso e libertador. Neste último volume, Mizuki enfim entende que não precisa escolher entre “ser menino” ou “ser menina”. A resposta para sua identidade está além disso, no espaço onde se sente verdadeiro(a), feliz e livre. A transição deixa de ser física e se torna emocional: Mizuki aceita a própria complexidade — e esse momento de aceitação é simplesmente lindo. Takeru, sempre um destaque com sua confusão carismática e seu coração gigante, tem sua melhor versão aqui. Ele se declara de forma definitiva — mas sem cobrança, sem rotular. Ele quer estar com Mizuki como Mizuki quiser ser. É um gesto simples, mas poderoso. E é isso que torna a história tão especial: o amor não como prisão, mas como abrigo. Loki, o grande arquiteto da bagunça, reaparece para fazer seu último ato. Mas diferente do deus travesso de antes, aqui ele surge mais como alguém que cumpriu seu papel. Sua despedida é simbólica: ele trouxe o caos, mas também a chance de crescimento. E com um sorriso provocador, ele se retira — missão cumprida. O clima do volume é calmo, doce, com toques de nostalgia e gratidão. A arte é mais suave do que nunca, quase etérea em alguns momentos. Os closes nos rostos dos personagens, os silêncios nos diálogos e a luz que invade os quadros — tudo contribui para uma atmosfera de “fim de verão”, onde algo termina, mas algo novo começa.

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