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    Adeus, Tóquio -

    Cecilia Vinesse

    Globo Alt
    2017
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 8525062200
    Português Brasileiro
    3.7
    247 avaliações
    Leram311Lendo13Querem756Relendo2Abandonos10Resenhas44
    Favoritos25Desejados756Avaliaram247

    Sophia tem apenas uma semana em Tóquio antes de voltar a morar nos Estados Unidos. Sete dias para dizer adeus à cidade que a acolheu e que lhe deu seus únicos amigos: Mika, uma menina completamente louca e inquieta, e David, por quem ela mantém uma semi secreta atração. Para tornar a situação ainda mais difícil, Jamie Foster-Collins, um garoto com quem Sophia teve um grande mal entendido no passado, está de volta ao Japão, atrapalhando todos os seus planos para os últimos dias antes da despedida. Entre caraoquês, comidas exóticas e cabelos coloridos, Sophia inicia a contagem regressiva do tempo que ainda resta para resolver todas as questões emocionais que a mantém ligada a essa cidade viva, elétrica e tão apaixonante.

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    Queria Estar Lendo11/06/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha: Adeus, Tóquio!

    Adeus, Tóquio! é um dos mais recentes lançamentos da editora Globo Alt. Recebido em parceria, esse é o tipo de livro que diverte e emociona através de uma história simples e realista. Sophie vai se mudar. Ela está deixando Tóquio para voltar aos Estados Unidos depois de ter se acostumado a viver na grandiosa cidade japonesa. Com uma semana tique-taqueando no relógio até sua mudança definitiva, Sophie percebe que precisa aproveitar ao máximo do que Tóquio ainda tem para ela. E isso significa sair com os amigos, visitar o máximo de lugares possíveis e até resolver coisas do passado que ficaram em aberto. Questões do coração, principalmente. "Era um redemoinho de energia. Uma tempestade de sons colidindo e zunindo. Era meu lugar predileto em Tóquio." É um livro simples e, por isso, uma leitura rápida. Adeus, Tóquio! é uma história sobre o que significar estar em casa, o que significar deixar as coisas para trás. A jornada da Sophie envolve muito de se encontrar nessa última semana em um lugar que ela considera seu lar; a ideia de ir embora não é tão assustadora quanto de deixar tudo que ela conhece e ama para trás. Todo esse arco de aceitação e de entendimento é importante para uma personagem que raramente sai da sua zona de conforto, acostumada ao confortável e a uma rotina. Eu gostei bastante da Sophie. Ela é uma personagem com peculiaridades, bastante resoluta, até. Em alguns momentos a achei egoísta, em outros senti empatia por ela. O maravilhoso em histórias assim é conseguir encontrar a realidade em suas personagens, e na Sophie vi muito disso. Livros que falam sobre pessoas jovens ou acertam muito no seu tom ou se tornam caricatos e pouco críveis; a Sophie é o tipo de personagem que poderia existir na nossa realidade. É uma garota sonhadora, com expectativas e muitos temores. Ela está pronta para viajar, mas não para dizer adeus. A contagem regressiva que tem feito até o momento de dar as costas para Tóquio é uma passagem de tempo para o seu próprio amadurecimento. Não algo corrido e desesperado, mas um momento de reflexão. Especialmente em relação aos seus amigos e à sua família. "- Todos nós construímos alguém em nossa cabeça. Todos nos machucamos por causa de alguém que nos magoa." O núcleo de companheiros da Sophie foi meio... Problemático em alguns momentos. David, seu crush e grande amigo, era um grandessíssimo palerma egoísta. Odiei quase todas as cenas com ele e um problema do livro foi tão ter tratado o cara babaca com o merecido tratamento: ou seja, pelo menos um tapa na cara. David é o típico garoto que se apoia nas meninas porque é bonito e porque engana com sua simpatia, que joga a culpa de qualquer situação nos outros e nunca nele. O típico cara que certamente entraria em uma discussão sobre suas atitudes machistas dizendo "not all men". Principalmente pelo fim do livro, eu esperei que a Sophie ou alguma outra personagem rodasse a mão na cara dele - física ou verbalmente, pelo menos. "Porque talvez a nossa amizade não fosse perfeita, e talvez nós duas tivéssemos feito pequenos estragos, mas ela sempre estivera presente para mim." A melhor amiga da protagonista é Mika, e ela foi outra problemática da história. Apesar de ter se redimido no final, eu detestei como Mika se apoiava na Sophie através da sua ingenuidade e empatia. Mika dividiu momentos muito revoltantes em que eu só conseguia pensar "caramba, Sophie, como você aceita um embuste desses?". Para sorte e felicidade geral da nação, o jogo vira do meio para o final do livro e a relação delas, em meio a essa reviravolta, escapa da toxidade para uma coisa saudável e que deve ser perpetuada. Mais sororidade, por favor. Minha favorita entre os amigos foi a Caroline, e ela quase não passou de uma figurante em boa parte da história, veja bem. Namorada atual de David, ela é radiante e sorridente e disposta a ajudar mesmo que as pessoas não percebam. Sophie passa por alguns escorregões julgando a menina por ela estar namorando o garoto de quem ela está a fim, mas acaba se aproximando da Caroline e se encontrando na simpatia dela. "- Acho que você escolhe a qual lugar quer pertencer, e esses lugares sempre estarão lá, para lembrá-lo quem você é. Você só precisa escolhê-los." Agora, o meu personagem mais querido desse livro foi o Jamie. Recém-chegado de uma mudança, Jamie se estabelece em Tóquio depois de ter partido em meio a uma briga com a Sophie. Quando os mal entendidos são resolvidos, os dois se aproximam e é tão lindo de ler. O fato de a autora não ter batido na tecla de friendzone me fez gritar aos céus MUITO OBRIGADA. Jamie é um personagem adorável; presente, um pouco rebelde e extremamente tímido, ele vê em Sophie o que ela vê em si mesma, e admira cada nuance da personalidade dela. Os dois se entendem e dividem ótimos momentos. É o tipo de ship que nasce rápido, mas que é crível porque a amizade cresce em um sentimento mais forte. Especialmente se contar o tique-taque do relógio até a partida da Sophie, e a ideia de que eles talvez não tenham um felizes para sempre, mas um felizes enquanto podem. Em relação à família, o que eu mais adorei foram as interações da Sophie com sua irmã mais velha, Alison. Ambas vivem suas crises de maneiras diferentes, e Alison é muito mais explosiva do que a caçula. Elas têm interações importantes para falar sobre superar e entender o que significa um "lar" - e aqui eu amei só consegui me lembrar de Anna e o Beijo Francês, onde a personagem diz que um lar não é um lugar, mas uma pessoa. É exatamente esse o sentimento que essa história nos passa. "Eu pensava nas estrelas e em como a luz que elas possuem dura muito tempo depois que a estrela em si já se apagou. Pensei em como o nosso lar ainda é um lar, mesmo quando está a milhares de quilômetros de distância." A edição da Globo Alt está fantástica. A capa é uma gracinha, revisão e diagramação espetaculares. Minha única e grande ressalva a respeito da história foi o fato de se passar em uma cidade japonesa e não ter absolutamente nenhum personagem japonês. Com esse núcleo e ambiente diferenciado, esperei mais no quesito representatividade por parte da autora - até porque só tem personagem branco no arco da protagonista. Adeus, Tóquio é um livro leve e rápido para distrair e se divertir. Para se importar com personagens e ansiar pelas decisões deles. Para entender o que significa pertencer a um lugar.

    7 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 247
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas4%
    Cecilia Vinesse profile picture

    Cecilia Vinesse

    Cecilia Vinesse nasceu na França, mudou-se para o Japão e depois para os Estados Unidos. Voltou ao Japão e, quando tinha dezoito anos, regressou aos Estados Unidos, onde passou sete anos tendo saudade da vida que levava antes. Hoje mora no Reino Unido e passa a maior parte do tempo escrevendo, lendo, assando coisas e se emocionando com as músicas de Tori Amos. Entre seus passatempos está fingir que Buffy, a caça vampiros é real e colecionar batons para combinar com cada sabor de Skittle. Um filhote de cachorro chamado Malfi e uma renascentista chamada Rachel são suas coisas favoritas no mundo. Ah, e livros, claro.

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