Este é o livro que despertou em mim o desejo de ser escritora. Li na adolescência, reli agora. A sensação foi a mesma, senão melhor. Stella Carr é o meu modelo em literatura infantojuvenil.
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Agora um pouco da história:
O ano é 1918. Numa pracinha agradável, Valter se prepara para tirar um retrato, qd olha de lado e se distrai com uma linda jovem num vestido branco reluzente ao sol.
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Pronto! Se mexeu e o retrato deu errado! O retratista tem que começar tudo de de novo.
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Na 2a tentativa, o flash antigo dispara fazendo uma nuvem de fumaça que, ao se dissipar, deixa o velhinho perplexo. O moço sumiu! Na sua frente só tem o banco vazio. Pra onde o cliente foi?
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Na mesma data e hora, 70 anos depois (em 1988), uma jovem repórter está prestes a fotografar o retrato do moço. Quando ela dispara o flash laser, surpresa!!
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Não é só o moço, atordoado, que é transportado, mas o leitor curioso também. Só que não é apenas o modo como se deu a viagem que prende o leitor.
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Sandra, a jornalista, está ligada à linda moça do vestido branco. E sua irmã mais nova (Mira), mais ainda.
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A autora cria um mistério/ficção científica/romance intrigante e, ainda por cima, com conteúdo infantojuvenil muito pertinente. Pois ao lado da história principal, acompanhamos o drama adolescênte de Mira, que se sente feia e sofre booling na escola, mas que dá a volta por cima de uma maneira gostosa de ver.
Recomendo pra todos essa leitura.