"Em primeiro lugar temos que manter em memória, quando o nosso Senhor Jesus Cristo é julgado diante de um juiz terreno, que isso ocorreu a fim de que possamos ser isentos e absolvidos da conde-nação que nós merecemos perante o Juiz celestial. Sabemos que não podemos fugir do que está escrito pelo profeta Isaías, que todo joelho deve se dobrar diante de Deus (Isaías 45:23). Desde que Deus é o Juiz do mundo, como podemos subsistir diante de Sua face e diante de Sua Majestade? Não há um de nós que não seja obrigado a condenar-se cem mil vezes. Quando vivemos apenas um ano no mundo, já existem centenas de milhares de pecados, pelos quais merecemos ser condenados. Não há ninguém que não tenha este teste-munho gravado em seu coração, e que não esteja convencido disso. Ora, Deus vê muito mais claramente do que nós, como é que Ele não nos condena, quando cada um é obrigado a condenar-se, em verdade, de muitas maneiras? Mas aqui o nosso Senhor Jesus é submetido a esse extremo de ser acusado perante um juiz terreno, mesmo diante de um homem profano, diante de um homem que era impulsionado apenas por sua ganância e sua ambição. Quando, pois, o Filho de Deus é humilhado a esse ponto, saibamos que isso é para que sejamos capazes de chegar de cabeças erguidas diante de Deus, e para que Ele possa nos receber, e que o medo já não possa nos fazer recuar a partir de Seu tribunal, mas que nós ousemos nos aproximar com coragem, sabendo que seremos recebidos ali em misericórdia. Sabemos mesmo que Jesus Cristo adquiriu autoridade, poder e domínio soberano de ser Juiz do mundo."