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    O Anel Do General -

    Selma Lagerlöf

    Ldopa Publicações
    2015
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-13: 9788566984040
    Português Brasileiro
    4.2
    10 avaliações
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    Favoritos1Desejados9Avaliaram10

    Primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Literatura (1909), a sueca Selma Lagerlöf (1858-1940) é dona de uma narrativa vívida e repleta de colorido, remetendo às tradições populares de seu país e às histórias que ouvia quando criança. Este O Anel do General traz uma ficção ao redor da lenda relativa ao anel do general Bengt Löwensköld, uma joia rara recebida do próprio rei e que foi enterrada com seu dono – até um dia em que o túmulo é reaberto… O tempo todo na obra de Selma Lagerlöf somos brindados com a presença de uma voz narrativa calorosa e capaz de prender a atenção até o fim. O Anel do General representa mais uma vitória da arte de narrar, transmitindo aos leitores uma aventura na qual a história se liga à observação da própria vida.

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    SAMUEL MEDINA DO NASCIMENTO picture
    SAMUEL MEDINA DO NASCIMENTO03/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Do objeto ao desejo

    É possível que um pequeno objeto - um anel - atravesse gerações, alterando o curso de vidas inteiras e causando infortúnios em todos aqueles que dele se aproximam? Não estou falando da famosa trilogia de fantasia que tomou as telas dos cinemas há quase vinte anos. Nem do clássico nórdico que inspirou a citada trilogia, além de peças de teatro e óperas. Estou me referindo a uma obra bem mais modesta. O Anel dos Löwenskölds, romance de Selma Lagerlöf, conta uma história que a princípio parece prosaica, ao falar de um anel que um antigo rei sueco, Carlos XII, deu a um general de uma região do interior do país. Como último desejo do militar, a joia foi enterrada com o dono. Assim tem início uma história de cobiça, roubo e maldição. Roubado da sepultura, o anel passa anos desaparecido, sem contudo deixar de determinar de forma implacável o destino das pessoas ao seu redor. A narrativa despretensiosa de Selma Lagerlöf conduz o leitor pelos infortúnios que vão se desenrolando. Há um certo tom de mistério que vai crescendo, transformando um enredo de suspense policial rumo a um terror sobrenatural. Foi curioso observar o título que inevitavelmente nos faz pensar em outras narrativas mais conhecidas. O título pode ser uma remota referência ao mito nórdico, numa forma de intertextualidade. Selma é uma autora escandinava com profundas ligações com a tradição oral de sua terra. Ao mesmo tempo, a narrativa apresenta um caso particular mas dá ao mesmo dimensões de saga, com protagonistas que vão dando lugar a outros, na medida que o anel altera de forma irreversível suas vidas. Leitores acostumados com obras mais contemporâneas podem estranhar um pouco o estilo da narrativa. O texto que li está traduzido para o Português de Portugal, o que pode causar ainda mais estranhamento em alguns. Quem aprecia narrativas do final do século XIX e início do século XX, vai encontrar no romance de Lagerlöf um excelente exemplo de narrativas de época. Com um texto ligeiro e refinado, guiando o leitor por uma série de desventuras provocadas pelo desejo e suas consequências, O Anel dos Löwenskölds é uma narrativa ímpar, que estreia uma trilogia e certamente irá atrair os leitores por seus mistérios e sua requintada ironia.

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    4.2 / 10
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    • 4 estrelas30%
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    Selma Lagerlöf profile picture

    Selma Lagerlöf

    Selma Lagerlöf foi uma escritora sueca, nascida na província de Värmland, numa propriedade chamada Mårbacka, que seus pais administravam. Seu pai, o tenente Erik Gustaf Lagerlöf, era um homem alegre, original e divertido, e sua mãe, Luísa Wallroth, filha de um rico industrial da região. Em 1885, a família de Selma, mediante a doença do pai e as dívidas do irmão Johan, perdeu Mårbacka. Secretamente, Selma desejava trabalhar o suficiente para recuperar a propriedade da família. Foi auxiliada pela baronesa Sophie Lejonhufvud Adlersparre (Esselde), que a incentivou a publicar seus versos em Dagny, a revista literária feminista fundada por ela. Em 1890, participou de um concurso de contos com alguns capítulos de um romance que estava escrevendo, e ganhou seu primeiro prêmio em dinheiro. Em 1891, publicava o romance completo, A Saga de Gösta Berling. Após o sucesso, vieram Os Laços Invisíveis, em 1894, uma coleção de contos. Desses, o mais popular foi A Penugem. Nessa ocasião, em Estocolmo, Selma conhece Sofia Elkan, escritora de romances históricos, com a qual manterá correspondência e amizade pelo resto da vida. A partir dessa época escreveu Os Milagres do Anticristo, em 1897, na Itália, considerado uma crítica ao socialismo siciliano, e Lenda de uma Quinta Senhorial, em 1898, concebido sobre o tema de A Bela e a Fera. Entre 1900 e 1902, publicou os dois volumes de Jerusalém, após uma viagem ao Egito e à Palestina, e posteriormente Escudos do Senhor Arne, As Lendas de Jesus Cristo e O Livro das Lendas. Já então era considerada uma das maiores escritoras suecas. Em 1909, foi condecorada com o Nobel de Literatura, sendo a primeira mulher a receber esta honra.

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    16 Seguidores
    Mårbacka, Suécia

    Selma Lagerlöf