Alice Lake: solteira, mãe de três filhos e três outros filhos (felinos). Um pouco caótica e artística, vive na sua desorganização. Uma casa ao pé da praia, com vista para o mar, para a areia, com vista para um homem que lá estava, sem nome, sem memórias, e que vinha desenterrar histórias de um passado que nem ele se lembra.
Lily Monrose é uma rapariga jovem que se aventurou para fora do seu país com o seu marido, Carl. Num país onde nada conhece, Lily tem várias razões para se sentir aflita: não conhece nada, nem ninguém, e o seu marido desapareceu.
Tentativas de procura, lutas constantes, batalhas com o interior e o mundo que se faz abrir se carregam nesta história que liga todos os caminhos possíveis e pensados num voltar aos tempos onde tudo era simples, até se tornar um inferno. Muitas coincidências, vários cenários em comum, personagens que se cruzam sem saberem que têm coisas em comum: vidas diferentes, mas vivem no mesmo livro.
As memórias voltam, as palavras vão ficando registadas, as ligações vão sendo feitas, algumas um pouco previsíveis, mas que juntas trouxeram revelações um pouco chocantes e que nos deixam espantados, com algumas emoções.
"As pessoas são como cebolas. Vão revelando todas as suas camadas, pouco a pouco, e por isso é que não devemos, muitas vezes, saltar em conclusões, revelar demais, amar demais. Devemos enfrentar todas as camadas, chegar ao fundo, esperar o pior, e só depois aí podemos viver."
Algumas cebolas são podres, desejamos talvez nunca ter conhecido. Outras têm camadas sensíveis, talvez não muito vivas, mas é nelas que encontramos razão para viver. Ninguém é perfeito, e é isso que fascina. Saber que o imperfeito está ali, nos complementa, faz sentido e só o queremos dar as mãos. Estamos prontos!