Já vou começar mandando logo a real, o livro é ruim e eu não consegui chegar nem no capítulo Dois. Estou me debatendo há dias sobre vir falar algo sobre esse livro ou não. Não quero ser aquele tipo de pessoa que só sabe reclamar, mas eu também já passei por situações em que vi livros com notas ótimas e resenhas ótimas e foi uma baita de uma decepção depois de ler porque nenhum leitor teve a vontade ou a a coragem de ir falar mais criticamente.
Não é a primeira vez que eu leio algo de autores brasileiros recém lançados, então, por experiência própria eu cansei de amadorismo! E pior, acaba sendo uma falta de respeito com quem se dispõe a ler e pega uma obra mal feita, mal pensada, mal escrita e mal revisada. Eu li umas 25 páginas e fiz mais de 50 observações sobre erros de português (ortografia, pontuação, semântica) e vários pontos sem coerência dentro da história.
Tudo que li parecia um rascunho, com furos de continuidade, sem apego aos detalhes e nenhuma vontade de criar uma história crível ao leitor. A escrita é muito pobre e em alguns momentos sem lógica alguma. Para se ter uma ideia o livro começa com um prólogo datado de 1789, **respira**, acredite ou não, a mocinha foi sequestrada e levada para Paris, onde viu a Torre Eiffel pela janela do quarto, sabe deus como (já que a torre foi construída em 1889). Não feliz, ela fala das carroças, cavalos, trombetas, e pasme você, de filmes e de caminhonetes velhas no mesmo período.
Se você quer colocar seus sonhos em prática e escrever, faça isso, corra atrás, estude, se esforce... Escreveu? Revisa! E revisa de novo, e de novo. Não sabe de alguma coisa? Pergunte! Para o amigo, professor, namorado, procure na internet. Dê o seu melhor, mas aqui eu estava envergonhada enquanto dela e de mim, que continuava lendo.