DEUS NÃO É GRANDE - Como a religião envenena tudo

    Christopher Hitchens

    D.QUIXOTE
    2013
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-13: 9789722034678
    Português

    "Como a religião envenena tudo. Neste eloquente debate com os crentes, Hitchens apresenta argumentos contundentes contra a religião (e a favor de uma abordagem mais laica da vida) através de uma leitura atenta e erudita dos textos religiosos mais importantes. Hitchens conta a história pessoal dos seus encontros perigosos com a religião e descreve a sua viagem intelectual para uma visão laica da vida, baseada na ciência e na razão, na qual o Céu é substituído pela panorâmica maravilhosa que o telescópio Hubble nos proporciona do universo, e Moisés e o arbusto em chamas dão lugar à beleza e simetria da hélice dupla. ""Deus não nos fez"", escreve ele. ""Nós fizemos Deus."" Explica que a religião é uma distorção das nossas origens, da nossa natureza e do cosmos. Prejudicamos os nossos filhos - e colocamos o nosso mundo em perigo - ao doutriná-los."

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    Tiago Noronha13/02/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A religião não torna as pessoas melhores.

    Cristopher Hitchens não é apenas ateu, ele realmente não gosta de religiões, as considera perigosas e financiadoras das maiores crueldades que a humanidade foi capaz de realizar, quando não foi elas mesmas as protagonistas do terror. O autor argumenta da primeira à última página que as religiões, todas elas, são perigosas, seus relatos de origem falsos, imprecisos, quando não são totalmente mentirosos. Ele alega também que a crença em uma determinada religião não torna o indivíduo uma pessoa melhor, na verdade pode muito bem torná-la muito pior, a depender do fanatismo que o crente possa chegar. Por fim ele argumenta que as religiões são constantemente utilizadas por grupos totalitários para justificar suas ações e que, muitas vezes, os líderes religiosos fazem vista grossa a estes fatos ou embarcam eles mesmos no totalitarismo. O autor não se perde em questões biológicas ou teorias evolucionistas e de origens do universo, embora as mencione. O livro brilha quando entra em fatos jornalísticos de eventos recentes, como guerras e barbaridades que utilizaram a retórica religiosa para justificar suas ações. O livro é bom, bem escrito, o autor não mede as palavras e não esconde a sua má vontade contra os movimentos religiosos. O melhor é ler os argumentos, todos eles muito bons e que fazem sentido com a realidade e a história. Vale a leitura.

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