A letra e a voz (Leve um Livro - 3ª temporada) - (de Edimilson de Almeida Pereira)

    não informado

    Fundação Municipal de Cultura
    2017
    16 páginas
    32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Coleção leve um livro, Abril/2017: "A letra e a voz", de Edimilson de Almeida Pereira. _ Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. Em 1983, conheceu, na mesma cidade, os poetas do grupo Abre Alas, com os quais participou da edição do folheto Abre Alas e da revista d’lira. Por mais de uma década, realizou inúmeras viagens ao interior de seu estado, vindo a publicar, em coautoria, estudos sobre as culturas populares rurais e afrobrasileiras. Desde 2004, o autor se dedica às obras de literatura infantil e infantojuvenil. É professor de Literaturas Africanas em Língua Portuguesa e de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora. Publicou recentemente os livros de poesia Relva (2015), maginot, o (2016) e Guelras (2016) pelo selo Mazza Edições, de Belo Horizonte. _ Terceira temporada da Coleção Leve um Livro. Durante os anos de 2015 e 2016, pusemos nas ruas, gratuitamente, 120 mil exemplares de livros de poesia de 48 autores brasileiros contemporâneos. Em 2017, o projeto continua e convidamos outros 24 autores para publicarem novas microantologias. Como de costume, repaginamos o projeto gráfico da coleção. Os displays continuam em vários pontos de Belo Horizonte, sendo abastecidos, mensalmente, para que todos possam colecionar. Em nosso site é possível fazer o download gratuito de todos os livros dos anos anteriores e, é claro, a cada mês deste ano. Com uma resposta tão positiva dos leitores, que descobrem e redescobrem a poesia viva, a coleção não poderia parar. Boa leitura!

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    Eduardo Vilar28/08/2021Resenhou um livro
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    Estou apenas começando a conhecer a poesia do Edimilson Pereira e, ao menos nestes poemas em prosa, há um estilo bem marcado. Eles possuem a capacidade de desestabilizar os sentidos utilizando uma sintaxe muito clara e direta. Como no poema "O Grito", não sabemos quem é o "nós" subentendido: nós as palavras, nós os trabalhadores braçais da plantação e do garimpo, nós dedicados à literatura, nós os poetas, nós a humanidade... Na falta de saber falar com mais precisão a dificuldade desses poemas, eu diria que eles constroem imagens impactantes. A densidade dos versos, na sua aparente simplicidade, pedem inúmeras releituras, e o leitor vai tentando relacionar as ideias do poema, e a densidade dele vai se revelando. Nessas imagens, o que é histórico vai se interpelando com a memória, as violências, as tradições afrobrasileiras, as sensações corpóreas. No entanto, achei difícil compreender e separar os vários sentidos sugeridos, como as garras do tamanduá que se entranham no pelo do cachorro, em "A faca", tornando-os inseparáveis uns dos outros.

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