Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores14
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Mulato (Serie Bom Livro)

    Aluísio Azevedo

    Editora Atica
    1990
    0 páginas
    0m
    ISBN-10: 8508021275
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
    Leram10Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados4Avaliaram2
    Resenhas (1)Ver mais
    Yagho Bentes  picture
    Yagho Bentes 15/02/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O MULATO, de ALUÍSIO AZEVEDO – 1881

    Definitivamente este livro de Aluísio Azevedo não toca apenas no preconceito existente na época, que era tido como costume de uma geração, contra aqueles que eram fruto da miscigenação. O livro também mostra os costumes sociais de maneira abrangente, como o modo de vida, as formas de se divertir nas festas, a vida cristã, a vida no campo e na cidade e os debates políticos presentes entre o povo, como as várias discussões dos personagens contra e a favor da escravidão. Na questão religiosa, vejo a importância de destacar o mal que pode fazer alguém que possui o dever de fazer o bem cristão, e tem poder e reconhecimento do povo, mas é mau. Assim como os seguidores da Teologia da Libertação, o cônego Diogo usa sua posição para atingir os próprios fins, fazendo o mau necessário para isso e sendo o causador da destruição da vida daqueles que estiveram eu seu caminho. Um clérigo que não esteja realmente comprometido com Deus, mesmo que com seus erros naturalmente humanos, acaba por desvirtuar todos os leigos que desconheçam a palavra. Cônego Diogo não foi um home que cometeu seus erros inerentes à sua imperfeição enquanto seguia em busca da santidade. Ele foi um homem demoníaco que fez uso da igreja para devorar as almas dos cordeiros de Deus. Na questão racial, o livro nos mostra poder dilacerante do racismo, que causa um predeterminismo social, incapacitando um homem honrado e intelectual a se inserir apenas por sua origem mestiça, nascido escravo. Menos mal que o passar do tempo tenha diluído, apesar de não extinto —e talvez jamais extinga — esse racismo. O Suíço Stefan Zweig, que viveu longos anos no Brasil, elogia a forma como nosso país conseguiu combater as diferenças raciais se comparado às outras nações do mundo. Brasil, um país do futuro, de Stefan Zweig – Ed. L&M, 2013, pág. 17-18: “[...] como conseguir em nosso mundo uma convivência pacífica entre as pessoas apesar das diversidades de raças, classes, cores, religiões e convicções? Esse é o problema com que toda comunidade, todo país sempre volta a se defrontar. A nenhum outro país senão no Brasil ele se impôs em uma constelação tão complicada, e nenhum outro país — e é como grato testemunho disto que escrevo este livro — conseguiu resolvê-lo de maneira tão feliz e exemplar como o Brasil. Uma maneira que, na minha opinião, não requer apenas atenção, mas também a admiração do mundo.” A miscigenação é a uma das maiores heranças que o Brasil pode deixar para o mundo no combate ao racismo. É ela que tem o poder de diluir os ideais de raças puras e diferenças de sangue. O caminho a se trilhar é longo, e talvez eterno, mas o que era visto por alguns homens de uma geração forjada no evolucionismo, mostra-se ser a maior esperança de uma sociedade mais harmoniosa. Sejamos todos mulatos!

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 2
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo  profile picture

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (São Luís, 14 de abril de 1857 — Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913) foi um novelista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro; além de bom desenhista e discreto pintor. Filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo,ainda jovem, enviuvara-se em boda anterior, e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães, que se separara de um rico comerciante português, assiste Aluísio, em garoto, ao desabono da sociedade maranhense à união paternal contraída sem segundas núpcias, algo que se configura grande escândalo à época. Foi Aluísio, irmão mais novo do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual ,em parceria, viria a esboçar peças teatrais.

    121 Livros
    541 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo