Em The Dragons of Nova temos uma boa evolução na história, mas ainda assim sinto que poderia ser melhor.
Ao final de The Alchemists of Loom, Arianna e Cvareh estão a caminho de Nova enquanto Florence permanece em Loom a fim de conquistar aliados a uma revolução em andamento de acontecer.
Se comparado com o livro anterior, gostei muito mais da ambientação desse aqui. Isso se deve ao fato que consegui visualizar melhor as descrições feitas e por já estar familiarizada com o universo criado pela autora.
Aqui descobrimos sobre o passado misterioso de Ari e sua ligação com os dragões, principalmente com os da casa de Cvareh. Ela continua com sua sede de vingança, o que a torna um tanto impulsiva, gerando situações no mínimo ~tensas~. Apesar de tudo, Arianna é uma personagem complexa que já viu de tudo na vida e sabe que entre Nova e Loom, nada é preto no branco.
Gostei bastante do foco dado a Cvareh. O personagem sempre foi bem sensato e aqui ele é colocado em situações que praticamente o fazem ter de escolher sua lealdade para com sua casa e irmã e também com Arianna. Desde que se conheceram, Ari faz de tudo para afastar e amedrontar o dragão, mas ele consegue ver por baixo de todo esse bravado que ela ainda é bastante marcada pelo passado. Por mais que ele precise de sua ajuda, ele sabe dar o espaço para ela decidir se vai realmente compartilhar seus conhecimentos.
Já Florence, bem... ela é uma ótima personagem e é bem prazeroso vê-la andar com suas próprias pernas e tomando decisões para ajudar na rebelião contra os Dragões, mas não curti muito seus capítulos porque alguns não acrescentavam muita coisa. Porém, a moça no final me surpreendeu com uma atitude que eu não esperava que ela seria capaz. Parafraseando Pabllo Vittar, você está de parabéns.
Aqui contamos com mais dois personagens foco de narração. Yevun é o Rei Dragão e nos seus capítulos vemos como ele se sente ameaçado por Petra, irmã de Cvareh e que também almeja o trono. Ela não mede esforços e nem sacrifícios, de quem quer que seja.. Eu gostei muito da personagem e por isso não achei à altura o final que ela teve.
Nessa continuação temos uma espécie de Jogos Vorazes entre dragões, chamado Crimson Court. Infelizmente não teve muito foco, visto que as narrações eram divididas entre os acontecimentos em Loom e Nova. Inclusive, esse foi um ponto que me fez tirar meia estrela; apesar de informações relevadas e acontecimentos importantes, ao final do livro você tem a sensação que houveram algumas passagens que não acrescentaram muito na história.
Um certo romance entre Ari e Cvareh é inserido aqui também, o que já era de se esperar. Por incrível que pareça não tenho muito a reclamar. Apesar de Ari estar em negação e com medo de se envolver, é bem claro que o sentimento por Cvareh é recíproco. Já o dragão, por saber do passado de Ari e o destino da última pessoa que ela se envolveu, sabe dar o espaço necessário a ela quando necessário.
O final, assim como no livro anterior, deixa um bom gancho para o livro que encerra a trilogia, The Rebels of Gold. Apesar de um pouco decepcionada, não consigo deixar de ficar ansiosa para saber como essa história vai finalizar.