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    A perda de Si (Marginália #2) - Cartas de Antonin Artaud - eBook

    Antonin Artaud

    Rocco
    2017
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: B071S8YQS2
    Português Brasileiro
    4.3
    33 avaliações
    Leram55Lendo11Querem104Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados104Avaliaram33

    Coleção Marginália: as bordas do universo literário Depois de A aventura do estilo – Ensaios e Correspondências de Henry James e Robert Louis Stevenson, o segundo livro da coleção Marginália, dedicada a textos pouco conhecidos de grandes escritores modernos, apresenta pela primeira vez ao leitor brasileiro uma seleção abrangente das cartas do francês Antonin Artaud (1896-1948), um dos mais influentes artistas e pensadores do século XX, escritas em diferentes momentos de sua vida a amigos como Anaïs Nin, André Breton, Jacques Rivière e outros. Organizado pela professora da PUC-Rio Ana Kiffer, A perda de si revela, por meio dessa correspondência rica em reflexões sobre teatro, literatura, marxismo e psicanálise, entre outros temas, a gênese e as transformações do pensamento de Artaud, um dos grandes renovadores da dramaturgia do século XX, que influenciou não só nomes ligados ao teatro, como Peter Brook e José Celso Martinez Corrêa, mas também escritores do movimento beat e intelectuais como Gilles Deleuze e Jacques Derrida.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Erica Xita picture
    Erica Xita01/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lelé

    O homem completamente pirado das ideias, eu amei. O final fica meio chato mas enfim. É como se ele tivesse fazendo os experimentos hoje publicados pela Julia Cameron em Caminho do Artista mas do jeitinho dele. Fala tanta coisa genuinamente sincera, honesta. Queria que as pessoas fossem mais assim. Menos a parte em que ele parece flertar com o conservadorismo, o que me parece que sou eu sendo conservadora ao não me permitir sequer raciocinar minha posição nisso. Porque nem fica evidente se ele é conservador ou não, mas que ele se problematiza. É loucura e adoro.

    1 curtida

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    4.3 / 33
    • 5 estrelas52%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas12%
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    Antoine Marie Joseph Artaud profile picture

    Antoine Marie Joseph Artaud

    "Para Artaud, o teatro é o lugar privilegiado de uma germinação de formas que refazem o ato criador, formas capazes de dirigir ou derivar forças. Em 1935 Artaud conclui o "Teatro e seu Duplo" (Le Théâtre et son Double), um dos livros mais influentes do teatro deste século. Na sua obra ele expõe o grito, a respiração e o corpo do homem como lugar primordial do ato teatral, denuncia o teatro digestivo e rejeita a supremacia da palavra. Esse era o Teatro da Crueldade de Artaud, onde não haveria nenhuma distância entre ator e platéia, todos seriam atores e todos fariam parte do processo, ao mesmo tempo. Em Rodez, além de suas cartas (lettres au docteur Ferdière) ele elabora uma prática vocal, apurada dia a dia, associada à manifestações mágicas. A voz bate, cava, espeta, treme, a palavra toma uma dimensão material, ela é gesto e ato. Artaud volta a Paris em 1946, onde dois anos depois é encontrado morto em seu quarto no hospício do bairro de Ivry-sur-Seine. Neste período, além de uma importante produção literária ele desenha, prepara conferências e realiza a emissão radiofônica "Para acabar com o juízo de Deus" (Pour en finir avec le jugement de dieu), onde sua vontade expressiva se alia a um formalismo cuidadoso. Se nos anos 30 o teatro para Artaud é “o lugar onde se refaz a vida”, depois de Rodez ele é essencialmente o lugar onde se refaz o corpo. O “corpo sem órgãos” é o nome deste corpo refeito e reorganizado que uma vez libertado de seus automatismos se abre para “dançar ao inverso”. “A questão que se coloca é de permitir que o teatro reencontre sua verdadeira linguagem, linguagem espacial, linguagem de gestos, de atitudes, de expressões e de mímica, linguagem de gritos e onomatopéias, linguagem sonora, onde todos os elementos objetivos se transformam em sinais, sejam visuais, sejam sonoros, mas que terão tanta importância intelectual e de significados sensíveis quanto a linguagem de palavras.” O seu trabalho ainda inclui, ensaios e roteiros de cinema, pintura e literatura, diversas peças de teatro, inclusive uma ópera, notas e manifestos polêmicos sobre teatro, ensaios sobre o ritual do cacto mexicano peyote entre os índios Tarahumara (Les Tarahumaras), aparições como ator em dois grandes filmes e outros menores. Artaud escreveu: "Não se trata de assassinar o público com preocupações cósmicas transcendentes. O fato de existirem chaves profundas do pensamento e da ação segundo as quais todo espetáculo é lido é coisa que não diz respeito ao espectador em geral, que não se interessa por isso. Mas de todo o modo é preciso que essas chaves estejam aí, e isso nos diz respeito" - em Teatro e seu duplo. Se considerava um poeta, mas não no sentido usual, pois ele acreditava que alguém se definia como poeta ou não na própria vida, não precisando escrever um poema sequer. Apesar de haver escrito poemas no início da carreira, conforme o autor poemas simbolistas, queimou-os todos, e não temos idéia de como seriam estes poemas. No entanto, textos posteriores como "Para acabar com o julgamento de Deus" (1948), metafóricos e repletos de experimentação linguística, podem muito bem se enquadrar na categoria de 'poesia' em prosa." in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonin_Artaud

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    Antoine Marie Joseph Artaud