A educação de um novo milênio é o tema central da autora Dora Incontri. A obra sinaliza que um dos maiores desafios da atualidade é encontrar caminhos que formem e promovam o homem às suas mais altas aquisições e realizações; apontando como ferramenta essencial para esse processo, a educação do ser integral em bases espíritas ou pelo menos espiritualista.
Diante da importância e abrangência do assunto, a autora propõe uma reflexão ao real significado do verbo educar. Como verbos indicam ação; educar é elevar o ser em toda sua integridade física e espiritual, num encadeamento pleno e prazeroso de amor e auto-educação permanentes e progressivo.
Para o alcance de toda essa dinâmica educativa, é urgente e necessário uma ressignificação dos deveres de pais e mestres, alicerçada em valores morais, proporcionando abertura de consciência e tomada de atitudes mais pró-ativas que venham contribuir para um futuro mais feliz e promissor. Apresentada didaticamente em dois momentos, a obra expõe de maneira contundente a educação da nova era, que visa a sustentação da família, da sociedade humana e do progresso.
A educação da nova era tem por missão reaproximar o homem do seu potencial Divino; única maneira de se conseguir um indivíduo pleno, saudável e autenticamente feliz. O caminho mais efetivo por onde essa educação transitará será indubitavelmente o binômio lar-escola. Sabendo-se, que para se atingir esse escopo educacional, enfrentar-se-ão áridas lutas de sistemas e poderes que governam a sociedade e dirigem o mundo. Para isso, novas formas de gestão devem ser criadas e incentivadas, que procurem minimizar principalmente, a submissão da escola, à exploração econômica dos poderes público e privado.
A autora é muito feliz em suas colocações, como também na tenacidade com que aborda um tema tão essencial para o desenvolvimento pleno do ser humano: a Educação. Expõe com inteireza e clareza o pedido de socorro da sociedade atual por um reposicionamento urgente de consciência, valores, sentimentos e atitudes dos seres humanos, mormente o caos que vivem hoje os lares e as escolas.
Por sua primazia e nobreza de conteúdo, a obra deve ser lida por todos indivíduos que almejem a felicidade plena. Essa conquista é um processo diário, e de uma significativa aspiração interior; que remete não só a pais e professores, mas especialmente, à todos aqueles que tenham a certeza, de que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (PESSOA, F.)