Antes de tudo, gostaria de destacar que Brandon Sanderson conseguiu, mais uma vez, me surpreender. Meu primeiro contato com sua obra foi em 2018, por meio do livro Skyward. Embora essa obra não faça parte do universo da Cosmere, foi ela que despertou em mim uma admiração profunda por sua escrita. Naquela época, eu sequer conhecia o conceito da Cosmere e não imaginava o quanto essa jornada literária impactaria minha vida. Iniciei essa leitura em um período pessoalmente delicado, e justamente por isso, sou especialmente grata por toda a alegria e conforto que os livros desse autor me proporcionaram desde então.
Edgedancer continua a história da Lift, uma garota cheia de personalidade que, de alguma forma, acaba chamando a atenção do jovem Imperador Azish. Só que, mesmo com todas as regalias da corte, ela simplesmente não consegue se encaixar nesse estilo de vida chique e acaba voltando pra onde se sente realmente em casa: as ruas.
A Lift é aquele tipo de personagem que te surpreende. Às vezes, ela age com uma maturidade impressionante, e em outras, mostra bem a idade que tem (o que torna tudo mais divertido e humano). A história dela também é uma forma bem legal de mostrar mais do mundo de Roshar, mas longe da rota principal dos personagens mais conhecidos da série. E, falando neles, não tem como não lembrar da Shallan ou do Kaladin em várias partes da jornada da Lift. Quem já leu os livros principais vai sacar rapidinho essas semelhanças.
Além disso, o livro traz umas pistas e explicações bem interessantes sobre a Cosmere, esse universo gigantesco criado pelo Sanderson. Dá pra perceber que tem coisa ali que vai fazer diferença nos livros principais, então vale muito a leitura, especialmente pra quem quer entender mais a fundo os mistérios desse mundo.
No fim das contas, Edgedancer é aquela leitura rápida, divertida e cheia de conteúdo que todo fã do autor vai curtir e que, de quebra, ainda ajuda a ligar vários pontos do quebra-cabeça da Cosmere.