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    Os exilados da capela - Esboço sintético da evolução espiritual do mundo

    Edgard Armond

    Lake
    1953
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-13: 9788588483385
    Português Brasileiro
    3.9
    1351 avaliações
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    Renata Cereser Sogi picture
    Renata Cereser Sogi05/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A teoria da evolução das espécies na doutrina espírita

    No livro OS EXILADOS DE CAPELA, Edgard Armond defende que na órbita de uma constelação denominada Cocheiro, mais precisamente na estrela de Capela, desenvolveu-se uma complexa e avançada civilização. Parte de seus habitantes – os que não conseguiram acompanhar esta evolução e representariam um obstáculo ao desenvolvimento moral de Capela – foram exilados para a Terra, há aproximadamente cinco mil anos, época em que a Terra era habitada por povos primitivos, e foi a vinda desses seres altamente desenvolvidos que impulsionou o progresso da humanidade. Os exilados eram moralmente atrasados, mas intelectualmente detinham um saber científico inigualável. A escolha da Terra deu-se pelo padrão evolutivo que condizia com a atmosfera atrasada daqui. Seria essa a forma de eles aprimorarem seus espíritos e contribuírem para a evolução desse planeta. De acordo com o livro, o plano espiritual foi o responsável pelas alterações genéticas, realizando um aperfeiçoamento nos genes dos povos primitivos para que eles pudessem gerar corpos mais elaborados, condizentes com as essências espirituais dos capelinos. Esse item e diversos outros que apontam diferenças entre as raças e seu papel na evolução geraram polêmicas das mais diversas, inclusive apontando o livro como racista. Não vou tentar aqui ser uma defensora de diferentes pontos de vista ou interpretações. São muito pessoais. O que vou relatar é apenas o meu entender e a minha minúscula visão sobre o assunto. O que não podemos esquecer é que cada etnia guarda características particulares e esta pode ser observada de maneira positiva ou negativa. Não há discriminação alguma em se traçar determinados paralelos, porque todos têm suas funções e aptidões, que são úteis para o progresso da humanidade. Apontar as diferenças entre as raças é uma das características do racismo, mas isto não quer dizer que quem o faça seja racista. E esta não é a única característica do racismo, e várias outras são também tão ou mais importantes e fundamentais para que seja caracterizado o racismo propriamente dito. A crítica ao Espiritismo se dá devido a UM ÚNICO PONTO DE CONTATO com o racismo e o resto (ou seja, as diferenças) é convenientemente ignorado. E tudo deve ser analisado dentro do contexto em que se apresenta, e não apenas “recortes” que não expressam a ideia completa do livro.

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