"Não sei... mas bem gostaria de ser eu o apanhado."
Os "Diálogos" de Luciano de Samósata são, com certeza, uma ótima leitura para se tirar algumas risadas durante um final de semana. Não há grande peso ou intenção dramática nos textos, mas apenas o simples intuito de transmitir uma crítica e divertir o leitor. As histórias são curtas e dinâmicas, e a experiência é quase a mesma de ler um quadrinho ou uma série de tirinhas em sequência. Em Luciano de Samósata, os deuses são gente como a gente - apenas mais excêntricos e poderosos -, o que adiciona à genialidade da obra, que não busca agregar a mitologia como religião - como no caso de poetas como Homero, por exemplo -, mas fazer uma releitura crítica, acentuando defeitos e "extravagâncias" da antiga crença grega. Dito isso, não considero as releituras de Luciano de Samósata uma boa fonte para mitologia, tanto por ter nascido em Roma e por tanto, sido um poeta romano em séculos após Cristo. Como também, por seu viés debochado no que diz respeito ao assunto. Mas absolutamente recomendo os seus trabalhos, principalmente os "Diálogos das Cortesãs", que é meu preferido.

