O MAJOR

    PATRICIA GONÇALVES TENORIO

    1969
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-13: 9788590566618
    Português Brasileiro

    A apaixonante história do Major José Tenório, um Dom Quixote que desbravou as fronteiras da Zona da Mata canavieira de Alagoas e deu origem a uma das mais influentes famílias da região; a Família Tenório. A viagem da neta, Patricia Tenório, às suas raízes, e a descoberta de que a plenitude só é possível quando encontramos a quem pertencemos. Trata-se de uma biografia romanceada, surgida da oportunidade oferecida pelas comemorações do centenário de nascimento do biografado, avô da autora e personagem de grande relevância na construção econômica contemporânea do estado de Alagoas. José Tenório de Albuquerque Lins fez história como empreendedor e marcou presença também na política alagoana. Mais conhecido como Major Zé Tenório, soube tornar-se um dos poucos vitoriosos na fase final da sofrida transição dos engenhos de açúcar para as usinas em Alagoas, e deixou as bases para a expansão e diversificação empresariais sob o comando de seus descendentes, cujas realizações e investimentos já ultrapassaram, em muito, os limites alagoanos. A história e as aventuras deste empreendedor de origem simples, distanciado das raízes nobiliárquicas convertidas em mitos da elite açucareira nordestina, estão resumidas na forma de romance em 'O Major'. O epíteto Major pode ser entendido também como uma 'patente pacífica' na interpretação alagoana da hierarquia herdada dos tempos da Guarda Nacional, quando os potentados adquiriam suas dragonas em função de suas posses, pretensões políticas e capacidade de arregimentar homens em armas. Coronel era o topo de linha nessa escala de valores. Daí, até tempos contemporâneos, o 'coronel' sobrevive como designação de um ser autoritário, senhor da ordem em uma determinada comunidade, e chefe de jagunços. Ler 'O Major' é viajar por uma parte menos conhecida da história de formação econômica e social do Brasil contemporâneo. Viagem essa que percorre sendas pouco usadas em nossa literatura, exceção a obras notáveis (e escassas) como 'Menino de Engenho', na qual José Lins do Rego, através da própria vivência, conta um pouco da saga canavieira do Nordeste. Neste caso, a narrativa busca a memória da segunda metade do século 20, etapa de consolidação e modernização das grandes usinas de açúcar no Nordeste.

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