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    Biografia de Mahommah Gardo Baquaqua - Um Nativo de Zoogoo, no interior da África

    Mahommah Gardo Baquaqua

    Uirapuru
    2017
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788584300716
    Português Brasileiro
    4.3
    60 avaliações
    Leram99Lendo11Querem318Relendo1Abandonos2Resenhas8
    Favoritos8Desejados318Avaliaram60

    Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em uma família muçulmana no final dos anos 1820, no reino de Bergoo, (atual Borgoo, no atual Benin), interior da África Ocidental. Quando jovem, foi escravizado na África Ocidental, dias depois foi traficado para o Brasil na década de 1840. Como escravo trabalhou numa embarcação comercial escapando em 1847. Liberto por abolicionistas na cidade de Nova York, depois seguiu para o Haiti. Ali, permaneceu sob os cuidados de um casal de missionários batistas, retornando aos Estados Unidos em 1849. Logo transferiu-se para o Canadá onde trabalhou com o editor Samuel Moore, responsável pela publicação de seu livro de memórias Biografia de Mahommah G. Baquaqua, um nativo de Zoogoo, no interior da África. Anos depois, viajou para a Inglaterra na esperança de voltar à sua terra natal, na África. O último registro histórico em sua referência é de 1857, após essa data desapareceu por completo. Nos primeiros sete capítulos de sua narrativa, Moore apresenta uma visão política e cultural da Bergoo, época da mocidade de Baquaqua, acrescidos de seus próprios comentários sobre o seu país, o islamismo e a escravidão.

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    Resenhas (8)Ver mais
    Gustavo Furtado picture
    Gustavo Furtado22/03/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A única autobiografia na história escrita por um escravo(ex)

    Esta biografia tem um conteúdo muito valioso para a história, sociologia, principalmente relacionado a escravidão. Um escravo que era homem livre na África Ocidental e foi capturado e trazido ao Brasil, conseguindo fugir, muitos anos depois, para os EUA, em NY, onde teve ajuda e conseguiu se desenvolver intelectualmente. O curioso é que no fim de sua trajetória ele tenta regressar para sua cidade natal, na África, onde sempre teve forte ligação.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 60
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
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    Mahommah Gardo Baquaqua

    Baquaqua nasceu em Djougou (atual Benim) entre 1820 e 1830, em uma família muçulmana de proeminência local. Ainda adolescente, participou das guerras de sucessão em Daboya como carregador, junto com o irmão, onde foi capturado e em seguida resgatado. De volta para Djougou tornou-se serviçal de um funcionário local, talvez o chefe de Soubroukou, que ele chama de rei. Os excessos cometidos neste período o tornaram alvo de uma emboscada, onde foi aprisionado; transportado para o Daomé, teria sido embarcado num navio negreiro em 1845, e levado para Pernambuco, no Brasil. Baquaqua esteve em Pernambuco por cerca de dois anos. Ele foi escravizado por um senhor que era padeiro (em Olinda), ele foi brutalmente castigado. Trabalhou na construção de casas, carregando pedras, aprendeu o português e chegou a exercer funções como “escravo de tabuleiro”, vendedor externo, função normalmente reservada a escravos de confiança e inteligentes. A dureza do tratamento que recebia fez com que voltasse ao vício do álcool e até que tentasse o suicídio. Levado para o Rio de Janeiro, foi incorporado à tripulação do navio Lembrança, que fazia transporte de mercadorias com as províncias do sul do Brasil. Uma remessa de café para os Estados Unidos, em 1847, foi seu passaporte para a liberdade. O navio, que chegou a Nova Iorque em junho, foi abordado por abolicionistas locais, que o incentivaram a fugir do navio. Após a fuga, no entanto, foi preso na cadeia local, e apenas a colaboração dos abolicionistas (que facilitaram a fuga da prisão) impediu que fosse restituído ao navio. Foi então enviado ao Haiti, onde passou a viver com o reverendo Judd, um missionário batista. Convertido e batizado, em 1848, Baquaqua retornou aos Estados Unidos devido à instabilidade política que o Haiti vivia então; estudou no New York Central College, em McGrawville, por quase três anos. Em 1854 foi para o Canadá e sua bibliografia foi publicada no mesmo ano por Samuel Downing Moore em Detroit. Não sabe-se o que acontece com Baquaqua depois de 1857. Ele estava então na Inglaterra e havia recorrido à Sociedade da Missão Livre Batista Americana para ser enviado como missionário à África.

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    Mahommah Gardo Baquaqua