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    O Filantropo -

    Rodrigo Naves

    Companhia das Letras
    2017
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788535929256
    Português Brasileiro
    3.5
    14 avaliações
    Leram16Lendo0Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados3Avaliaram14

    FICÇÃO, ENSAIO, POEMA EM PROSA: O FILANTROPO PARTICIPA UM POUCO DE TODOS ESSES GÊNEROS, COM TEXTOS QUE TEMATIZAM ATITUDES ÉTICAS E RESTAURAM NA LITERATURA A CAPACIDADE DE SURPREENDER. A mescla e dissolução de gêneros, tema forte do modernismo, é a corrente subterrânea que atravessa as trinta e oito narrativas deste livro surpreendente. Nele, Rodrigo Naves coloca em cena uma dicção estranha e única, um narrador que pode ser muitos ou um único, que se transforma, se disfarça e ganha complexidade a cada página. Escrito em 1998, O filantropo segue desafiando e contrariando esquemas e expectativas ao apresentar fragmentos e episódios que se sucedem, como se fossem objetos, um após o outro — “ver é experimentar o que não temos, embora à nossa frente”, diz o personagem de uma das histórias, numa frase que é todo um programa narrativo e estético. Entre a ficção e o ensaio breve, o poema em prosa e a fábula, este livro fixa-se cada vez mais como uma obra incontornável da literatura brasileira contemporânea.

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    jota 1118/12/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Ficção, ensaio, poemas em prosa, tudo junto e misturado

    Do mesmo crítico, historiador da arte, professor e autor de obras de ensaios e ficção Rodrigo Naves (São Paulo, 1955) de quem li recentemente o ótimo A Calma dos Dias (Companhia das Letras, 2014), finalizo agora O Filantropo (1998), cujo conteúdo não difere muito do citado. São prosas curtas, 38 textos, mesclas de ficção, ensaio e poema em prosa. João Moura Jr., na apresentação de O Filantropo, lembra que boa parte dos textos narrados na primeira pessoa formam um retrato do personagem do livro, o “filantropo” do título, mas depois ele se transmuta numa freira em Alvura. E assim por diante, revelando certa “promiscuidade” que acaba nos surpreendendo, no bom sentido da palavra. Há ainda alguns retratos de pessoas que Naves admira, um deles Eugène Varlin (1839-71), morto pelas forças da repressão estatal francesa aos 32 anos apenas. De quem eu nunca havia ouvia falar e foi um tanto emocionante conhecer um pouco desse jovem sindicalista e anarquista francês. Assim, como foi curioso saber que para Naves, “Devem usar mangas cavadas mulheres maduras, de braços fortes e carnes ligeiramente tenras.” Leia o texto Mangas Cavadas e entenda essa “sugestão” do autor. E outras coisas mais... Lido em 17 e 18 de dezembro de 2025.

    2 curtidas

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    3.5 / 14
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    • 4 estrelas43%
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    Rodrigo Naves profile picture

    Rodrigo Naves

    Rodrigo Naves nasceu em São Paulo, em 1955. É crítico, historiador da arte, professor e autor de diversos livros de ensaios e ficção, entre os quais A FORMA DIFÍCIL (1996), O FILANTROPO (1998), O VENTO E O MOINHO (2007) e A CALMA DOS DIAS (2014). Já teve inúmeras ocupações, de revisor a redator de enciclopédias. Acabou se dedicando, sobretudo, à crítica e à história da arte e há trinta anos mantém um curso livre desta disciplina.

    8 Livros
    0 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Rodrigo Naves