A Ireia é o primeiro livro que a Daniele lançou, nele vamos ser inseridos em um mundo similar ao nosso, mas que possui seus segredos e seres até então desconhecidos, por nós e por Mia.
Com uma narrativa leve, a autora irá nos apresentar a vida de Mia, uma jovem cujo os únicos focos são, sua carreira e seu pai, Nicholas. Em poucas linhas, já conseguimos identificar que Mia é uma mulher que tem uma vida um tanto monótona. Mas embora a sua vida seja uma calmaria, e seu relacionamento com seu pai seja sólido, a perda precoce de sua mãe ainda é um tema pouco comentado entre pai e filha, a mulher quer saber um pouco mais sobre a mãe e o homem, sempre se esquiva desse assunto.
As coisas começam a desandar quando, em um dia comum de trabalho, Mia saí para almoçar e percebe que está sendo seguida, e acaba se tocando de que corre perigo. Após ser atacada e se defendendo como consegue, ela escapa do seu perseguidor, porém, acaba ouvindo coisas que a intriga, um exemplo disso é: que diabos é uma Ireia?
Quando retorna para seu ambiente de trabalho, ouve uma conversa estranha entre seu chefe e seu melhor amigo Vitor, mais um sinal de alerta é soado em sua mente e ela foge. Buscando socorro à unica pessoa que ela acha que pode confiar, seu pai.
Quando confrontado, o homem acaba revelando que o perseguidor era na verdade um Caçador. E que mais iriam atrás dela, ou melhor, deles. Sem tempo para ter a conversa que ele evitou há anos, ele apenas resume que ela é um ireia, igual a ele é e sua mãe foi um dia. E que a única coisa que ela precisaria saber é que os caçadores, caçam os Ireias há séculos, e assim, são seus maiores inimigos. E não apenas isso, eles também desejam descobrir onde é a localização da Academia de Treinamento Ireia, lugar onde o maior numero dos Ireias se reúnem, e onde Mia e seu pai precisam chegar, se quiserem sobreviver.
A leitura foi muito fluída para mim, e eu achei o máximo que Daniele tenha ambientado sua história em Pernambuco, mesmo que os pontos turísticos não tenham sido explorados, acredito que isso é uma ótima forma de valorizar nosso território. Outro ponto que me agradou bastante foi a premissa da história, a autora conseguiu sair da zona de conforto e criar algo completamente novo.
Durante a leitura, eu senti que alguns pontos deveriam ter sido mais explorados, como por exemplo, a história dos Caçadores e até dos próprios Ireias. É claro que eu me lembrava constantemente que esse é só o primeiro volume da série e que a autora ainda está desenvolvendo o restante, mas ao final da leitura continuei com a opinião de que a história deles deveria ter sido melhor apresentada nesse primeiro volume.
Outra coisa que me incomodou um pouco foi a repetição dos acontecimentos. Todas as vezes que Mia saía da Academia, ela era atacada e mesmo assim, as coisas se repetiam várias e várias vezes.
E falando em personagens, nossa querida Ireia, encontrou pessoas que ela pode confiar, dentre eles, Julian, um Ireia que no inicio do livro foi destinado à encontrar Mia e levá-la em segurança até a Academia. Uma amizade forte é criada entre eles e meu coração de eterna apaixonada shippava os dois desde o primeiro encontro.
Outros personagens secundários também ganham destaque na trama, como fulana, ciclano e fulana, e todos têm um papel importante a desenvolver.
Foi surpreendente acompanhar o desabrochar de Mia, conforme eu lia cada página, era perceptível a forma como ela se adaptou rápido ao mundo que ela naturalmente pertencia. Também foi muito interessante como fomos descobrindo alguns poderes dos Ireias e um pouco sobre as habilidades dos Caçadores.
A história é finalizada com um super gosto de quero mais, no final percebemos que na real, isso é só o começo.
Eu recomendo o livro para quem gosta de se aventurar e sair da comodidade.