Aventuras na História Nº 170 (Julho de 2017) - 1932 Guerra Civil

    não informado

    Caras
    2017
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    - Seis vezes mais militares brasileiros morreram na revolução Constitucionalista que na Segunda Guerra. A pergunta é: por quê? - Nazismo, esquerda ou direita? - Dragões o mito universal; - Luz del Fuego, sensualidade subversiva; - Pânicos Morais

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    R .29/08/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Gosto sempre de ler partindo das reportagens secundárias para as principais. E correndo pelas beiradas hoje, algumas notas foram curiosas, como: - O "texto sobre dragões", que procurou desvendar a origem e depois ilustrou com alguns desses seres na cultura mundial. A origem estaria ligada à visão de baleias pelos antigos, que sob os cascos de suas embarcações pareciam serpentes monstruosas. Dragão vem de uma palavra grega para serpente. Daí em diante se mitificaram ainda mais com descobertas de ossos de dinossauros. Entre os dragões mostrados chamaram minha atenção o Leviatã (da cultura fenícia) que é citado na Bíblia como um monstro marinho; e o Coca (da cultura portuguesa e espanhola), nada mais nada menos que o dragão morto na lenda do São Jorge (a curiosidade em especial é porque Monteiro Lobato se inspirou nele para a famigerada Cuca do Sítio do Pica-Pau-Amarelo, abrasileirando para a figura de um jacaré). - Falando na Bíblia, tem uma pequena nota sobre "o poder devastador das fundas" comparado ao de um revolver (evidentemente isso me remeteu à batalha de Davi e Golias); há uma referência à "Torre de Babel", citando-a como um zigurate babilônico que os judeus incorporaram às suas histórias ao saberem sobre eles durante o cativeiro (creio no relato bíblico nos mínimos detalhes); e tem também um texto curioso sobre "pânicos morais", conhecimentos que impulsionaram perseguições (os mais curiosos foram sobre os cristãos como incestuosos e canibais, numa referência ao trato como irmãos e à santa ceia, e a perseguição da igreja a hereges, seja pelo meio católico ou protestante, com ideais ditos em nome de Deus, mas com ações altamente desumanas em certos momentos da história). - Uma curiosa nota do "lado mau de D. Pedro II" que é desconhecida. A exemplo do pai, também tinha casos extraconjugais (adultério) e usando até sua biblioteca. - Falando no tempo do império, gostei da "relação de filmes com equívocos", citando-se o 300, O regresso, Coração Valente e Gladiador, entre outros. O 300 é mostrado como o que teve mais equívocos e realmente são muitos quando lemos sobre a famosa batalha das Termópilas. Mas há uma injustiça aqui, pois o filme é inspirado em uma história em quadrinhos do Frank Miller. É a ela que procura ser fiel e nesse sentido é um dos filmes adaptado de HQ com mais fidelidade. A lembrança do império foi porque não tem, que eu saiba, nenhum filme com a verdadeira história do grito do Ipiranga. É tudo sempre eloquente e a cena é mostrada glamorosa como no quadro do Pedro Américo. Em verdade, a pequena comitiva estava suja de poeira, com roupas simples, montados em mulas (o caminho era mais favorável e comum ao uso delas entre Santos e São Paulo), não teve o tal grito como aprendemos e, principalmente, o imperador estava com uma bruta caganeira. Vamos ver se essa novela atual (Novo Mundo), que é informal, não faz essa correção que o povo tem que conhecer. Ah, tem também uma série nova por estrear na Globo (Filhos da Pátria) que pode valorizar também a realidade dos fatos, pois parece que vai ter uma vertente informal também. Ei, será que aquela série doidona (A história bêbada) já fez isso? Não lembro... Mas também não assisti todos os episódios e alguns foram sobre o D. Pedro. Ah, de uma forma ou de outra queremos ver a verdadeira história do Brasil. Façam o favor de mostrar aí o portuga em sua glamorosa caganeira no Ipiranga. KKKKKKKKK! Em 04/09/17 A reportagem de capa fala da Guerra Civil Brasileira de 1932, o nome mais correto para o movimento que ficou conhecido como Revolução Constitucionalista. Aproveito e trago a lembrança da Inconfidência Mineira, que deveria ser chamada de Insurreição Mineira (o termo inconfidente é pejorativo e transmite uma imagem negativa, como se fossem traidores, enquanto a insurreição evoca uma mobilização planejada em uma ideologia politizada e revolucionária). Bom, mas o assunto em questão é o movimento de 1932, que entendi como um desarranjo entre os políticos mineiros e paulistas que até então revezavam o poder. Estes representavam as oligarquias de seus estados, a quem direcionavam privilégios. Antes dessa guerra, o presidente paulista apoiou outro candidato, Júlio Prestes, que era de São Paulo também e foi eleito rompendo com o revezamento da política chamada café com leite. Nesse meio de tensão crescente o Getúlio Vargas deu um golpe em 1930 estabelecendo governo provisório, com a lorota de que seriam convocadas novas eleições. Passaram-se dois anos e o que se viu foi o fortalecimento de uma ditadura, palco para a reação indignada dos paulistas em 1932. Primeiro com manifestações e depois com a guerra propriamente dita, que durou cerca de 3 meses até a derrota final. Gostei dos informes paralelos nesse contexto, como a morte de Santos Dumont (o suicídio teria sido motivado pela visão de aviões atacando um navio); a formação de um batalhão chamado Pérolas Negras (que tinha voluntários pouco experientes e algumas mulheres disfarçadas de homem, como Nicota Pinto Alves - será que tem biografia ou algum vídeo sobre ela?) e a estratégia ardilosa das tropas paulistas (na falta de equipamentos para a guerra, inventaram uma certa matraca, que ao ser girada por manivela produzia um som parecido ao de metralhadora - o texto cita que essa estratégia conseguiu enganar os soldados federados em cerca de 20 dias). O ponto mais crítico citado para a derrocada, além da falta de equipamento e tropas habilitadas, foi o apoio que não veio por parte de outros estados do Brasil. Segundo os editores, é um momento histórico que permanece obscuro, conhecido de forma parcial e ausente em produções cinematográficas ou de TV, que o país precisa conhecer melhor. Não duvido que aquelas crianças de Fátima viram algo, e mesmo o povo, mas a Maria, mãe de Jesus, é que não foi. Simples de saber. Leiamos a Bíblia Sagrada e certifiquemos o que ensina em muitos aspectos. Que tal começar por João 5:39 e Gálatas 1:6-10. Em vez de ficar olhando isso ou aquilo, busquemos a Palavra do Senhor. A história de Fátima se contradiz em várias coisas (a saia, por exemplo, que a aparição mostrava, de curta foi recomendada para que fosse dita como longa). E os segredos... Um disse me disse com várias interpretações. Ah, sugestão também para pesquisas sobre Parélio. Finalizando, tem uma reportagem sobre Luz Del Fuego. Em linhas gerais, foi uma vedete e pioneira no naturismo, famosa entre os anos 40 e 60, celebrada como expoente da liberdade feminina, conhecida pelas danças com nudez, muitas vezes com cobra. O texto mostra uma breve biografia, que terminou em um cruel e covarde assassinato.

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