Existe a melodia da sua vida.
E a melodia para a sua vida.
A melodia de Hannah e João Pedro conseguiu ser os dois.
Primeiro, eu, como todo mundo, odiei a Hannah porque João Pedro é simplesmente maravilhoso e fim. Mas o que mais nos faz odiá-la é a humanidade dela - algo bem característico dos personagens da Sinéia. Nós a odiamos porque ela não é a típica mocinha de sempre. Ela tem medo, ela tem desejos, ela tem anseios e isso às vezes (muitas) levam-na a tomar decisões ruins (não dá uma bola dentro).
E, às vezes eu odiei o João Pedro também. Porque ele é bom, é compreensivo, é um homem disposto a lutar pelo amor de sua vida. E isso quebra todas as leitoras, assim como a pobre Hannah. Depois de sofrer tanto em PS Desencontros, em Reencontro eu sofri mais ainda. Primeiro, porque queria que tudo fosse mais e rápido e também mais devagar. Depois, porque nada nunca é perfeito para esse casal que conquistou tanto meu coração.
Eu simplesmente amei acompanhar a trajetória deles, amei cada briga, cada discussão, todas as temáticas. E esse livro tem um conotação a respeito do pensamento social a sobre a mãe solteira, por exemplo, que achei fantástico no modo como foi trabalhado. Além do desafio que é educar uma ou várias crianças. Também mostrou a importância do amor e de amarmos e respeitarmos aqueles que temos por perto. E que, quando acharmos a nossa Paixão Sustenida, devemos ir até o fim do mundo para acompanhá-la, mesmo que às vezes isso nos derrube. Grandes castelos às vezes são construídos onde antes havia apenas ruína.
A essa estória, minhas lágrimas, meus aplausos e saudades eternas.