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    O Caso da Criada Perfeita e Outras Histórias (Coleção 96 páginas) -

    Agatha Christie

    L&PM Pocket
    2017
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788525434173
    Português Brasileiro
    3.6
    299 avaliações
    Leram396Lendo5Querem98Relendo0Abandonos1Resenhas64
    Favoritos8Desejados98Avaliaram299

    Quando Edna, a criada de Miss Marple, pede ajuda em prol de sua prima Gladys, que também trabalha como doméstica no vilarejo, a velha senhora acha que não há muito o que fazer a respeito. Afinal, Gladys está sendo dispensada do serviço sob a acusação de ter roubado uma joia da sra. Skinner, sua patroa. Mas quando a sra. Skinner contrata uma substituta que parece ser a criada perfeita, Miss Marple fica com uma pulga atrás da orelha, pois sabe, a partir de sua vivência no pacato interior inglês, que pessoas perfeitas nunca são o que parecem... Além de “O caso da criada perfeita” (1942), este volume reúne outros dois contos protagonizados pela genial Miss Marple: “Uma piada incomum” (1941) e “A extravagância de Greenshaw” (1960).

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    Rita de C. C. dos Santos picture
    Rita de C. C. dos Santos28/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um pequeno e quase perfeito livro de contos

    Os contos presentes no livro contam com a presença de Miss Marple, um dos personagens investigadores do universo de Christie. Miss Marple não conseguiu me cativar tanto quanto o queridíssimo Poirot, mas ela consegue ter sua simpatia. O conto que dá o nome do livro, O caso da criada perfeita, é o segundo a aparecer no livro, sendo o primeiro “Uma piada incomum” (p. 5). Este conto fala sobre um casal que espera receber uma herança de um falecido tio rico e que teve muito livre para infernizar o jovem casal após sua morte. Miss Marple é apresentada por uma atriz ao casal, que não sabe onde está a herança que o tio desocupado deixara para eles. Os jovens não levam nossa heroína muito a sério, achanado que ela estava ficando gagá, mas no fim, são surpreendidos pela sagacidade da vovó. Já “O caso da criada perfeita” (p. 27) conta a história da prima da empregada de Miss Marple, Gladys, que foi demitida após ser acusada de roubar uma joia da dona da casa. As empregadas da cidade sempre vinham de uma cidade rural, pois parecia ser mais fácil moldar a cabeça de moças que não conheciam a cidade que achar uma empregada “já pronta”. As irmãs que contrataram e demitiram Gladys, as senhoritas Skinner, encontraram a empregada dos sonhos, o que ninguém acreditava, principalmente nossa velhinha sagaz. No fim, a pseudo-Mary Poppins revelou-se uma ladra, roubando as irmãs Skinner e seus vizinhos; Miss Marple, óbvio, desvendou tudo: a irmã hipocondríaca era a criada perfeita, pois nunca estavam no mesmo ambiente e as senhoritas eram farsantes que se aproveitavam de outras pessoas e as assaltavam. O fim não é muito o que eu esperava — esperava mais ação no nível Poirot —, nossas vilãs não foram presas, mas Miss Marple indicou onde elas poderiam estar e quem seriam seus associados. O último conto, “A extravagância de Greenshaw” (p. 51), conta sobre um cara que cresceu com pouco dinheiro e, ao ganhar uma quantia boa, construiu uma mansão gigantesca; a construção causou sua falência. Começa com um homem que colecionava fotografias de excentricidades (Bindler) e Raymond West, sobrinho de Jane Marple e habitante da região, que estava mostrando a singular casa. As gerações de Greenshaw, filho e neta, cresceram extremamente sovinas, para não repetir o erro do patriarca. A srta. Greenshaw, dona da casa, morava com sua governanta (sra. Cresswell) e um jardineiro fanfarrão (Alfred). Em sua gana por economizar dinheiro, havia dito que caso a sra. Cresswell que ela seria a herdeira da casa caso concordasse em trabalhar sem salário: o famoso “negociar com o patrão”. A herdeira Katherine Greenshaw acabou morta após um período, e o principal suspeito era Alfred, o jardineiro. Todos estavam crentes que era ele, mas nossa amada senhorinha. Ela visitou a cena do crime e descobriu tudo: a governanta era uma farsante e Alfred era o verdadeiro herdeiro da casa por ser um parente bastardo do patriarca Greenshaw. • Recomenda? Este livro foi meu primeiro contato com a Miss Marple, e achei-a muito simpática. Poirot ainda tem um espaço muito especial em meu coração, mas “coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa”. Recomendo para aqueles que querem começar a ler Christie, pois não é um livro muito denso — nem de conteúdo nem na escrita — e é bem gostosinho de ler.

    18 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 299
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
    Agatha May Clarissa Miller  profile picture

    Agatha May Clarissa Miller

    Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, Devon, Inglaterra, Reino Unido, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, Oxfordshire, Inglaterra, Reino Unido, 12 de janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros tútulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros. Agatha Christie escreveu também sobre o pseudônimo de Mary Westmacott.

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    Devon, Inglaterra

    Agatha May Clarissa Miller