O livro das sombras, jazz & outros poemas -

    Demétrio de Azeredo Soster

    Catarse
    2016
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788569563082
    Português Brasileiro

    Uma coletânea de poesias, a obra é dividida em três partes: o livro das sombras, os dez mandamentos do mate & outras cuias mais e ‘jazz poetry’. Na primeira parte a poesia flui em uma perspectiva fenomenológica, no diálogo com Platão e com as imagens que decorrem dessa visada. No segundo momento – os dez mandamentos do mate & outras cuias mais – deparamo-nos com um exercício estilístico em torno desta bebida gaúcha. E por fim, na terceira parte, ‘Jazz poetry’, os versos trazem consigo o resgate do oral como condição primeira da poesia, ou seja, você até pode lê-los em silêncio, mas será muito mais prazeroso e poético, se as palavras forem pronunciadas em voz alta. Sobre O livro das sombras, jazz & outros poemas, no prefácio, o poeta José Eduardo Degrazia salienta que, “(…) tendo uma poesia trabalhada exaustivamente em sua forma, levando o autor a filiar-se (com originalidade) a toda uma corrente ligada a João Cabral de Mello Neto e à geração de 60, é um poeta que acredita na palavra como condutora de sensibilidade e viabilizadora da memória. Por isso, tantos poemas relativos à infância. Aqui, vou analisar mais os poemas que poderíamos dizer filosóficos”. O também poeta Celso Gutfreind, na apresentação, por sua vez, afirma que “(…) a poesia de Demétrio tem o mérito de integrar ideias e melodias, logopeica e melopeica, segundo aquela classificação do crítico poeta Ezra Pound, seguidamente lembrada e raramente atingida.” E completa: “Uma poesia verdadeiramente contagiante. E podem, ó leitores, ver e ouvir por inteiro: esses, esses poemas valem”. Romar Beling, poeta e crítico literário, salienta, ainda, que Demétrio “(…) persegue sombras, ou é por elas perseguido, nos vazios ou nos silêncios; sorve no quenteamargo do chimarrão as verdades do viver; solta a imaginação na musicalidade dos dias, expande seu olhar sobre o mundo contemporâneo, na pressa dos dias (“meus olhos têm pressa”), pensa o tempo, esse tempo que nos foi dado viver”.

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