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    Singularidades de uma Rapariga Loura -

    Eça de Queiroz

    Projecto Adamastor
    2013
    28 páginas
    56m
    ISBN-13: 9789898698087
    Português Brasileiro
    3.4
    19 avaliações
    Leram22Lendo1Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos0Desejados3Avaliaram19

    "Há um provérbio eslavo da Galícia que diz: «O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-lo a um estranho, na estalagem.» Mas ele teve raivas inesperadas e dominantes para a sua larga e sentida confidência. Foi a respeito do meu amigo, do Peixoto, que fora casar a Vila Real. Vi-o chorar, àquele velho de quase sessenta anos. Talvez a história seja julgada trivial: a mim, que nessa noite estava nervoso e sensível, pareceu-me terrível — mas conto-a apenas como um acidente singular da vida amorosa… Começou pois por me dizer que o seu caso era simples — e que se chamava Macário." Título: Singularidades de uma Rapariga Loura Autor: Eça de Queirós Data Original de Publicação: 1902 Data Publicação eBook: 2013 Capa: Ana Ferreira Imagem de Capa: Lady Lilith, de Dante Gabriel Rossetti Revisão: Silvana Martins ISBN: 978-989-8698-08-7

    Edições (1)

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    Resenhas (5)Ver mais
    Kelly Oliveira Barbosa picture
    Kelly Oliveira Barbosa07/04/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nesse conto temos o mocinho chamado Macário, e é claro a mocinha loura chamada Luísa. Como se espera de toda história em que temos como protagonistas dois jovens vizinhos, Macário se vê perdidamente apaixonado por Luísa. A trama que se desenvolve a partir daí também é óbvia: o amor será proibido, o mocinho irá lutar para se casar com a amada, a amada aceitará o seu amor suportando uma longa espera. Porém, e aqui está o melhor de tudo, o final dessa história de amor não é óbvio não, é super inesperado e abrupto até. O autor depois de construir uma narrativa cheia de pormenores, de tocar-nos a alma com esse delicado e casto amor juvenil, joga a bomba e dá ponto final ao conto. O leitor que se esforce para digerir. E o mais interessante para mim, é que desde o inicio o Eça nos dá pistas do que está por vir. E eu me lembro de até pensar algo, mas acabei me surpreendendo no final e percebendo que minha leitura não tinha sido tão atenta assim. Muito bom! Esse conto também na minha opinião é muito representativo do que se diz sobre a obra do Eça de Queiroz, que foi um autor conhecido como um dos responsáveis pelo início do realismo em Portugal, um movimento literário que apresentava uma visão mais objetiva sobre a existência e as relações humanas e, portanto mais crítica da sociedade; diferente do romantismo e sua visão idealizada da vida, que o precedeu.

    6 curtidas

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    3.4 / 19
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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz