2 obras de Nicolau Tolentino de Almeida Poeta português, pertenceu ao movimento da Nova Arcádia (1748–1811) Este livro apresenta uma coleção de 2 obras de Nicolau Tolentino de Almeida. Índice interativo: Obras poéticas Obras posthumas
2 obras de Nicolau Tolentino de Almeida Poeta português, pertenceu ao movimento da Nova Arcádia (1748–1811) Este livro apresenta uma coleção de 2 obras de Nicolau Tolentino de Almeida. Índice interativo: Obras poéticas Obras posthumas

Nicolau Tolentino de Almeida (Lisboa, 10 de Setembro de 1740 - 23 de Junho de 1811) foi um poeta português. Pertenceu ao movimento da Nova Arcádia (1790-1794). Aos vinte anos ingressou em Leis na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, mas ao invés dos estudos tinha vida boêmia e de poeta. No ano de 1765 tornou-se professor de retórica, numa das cátedras criadas pelo Marquês de Pombal, após a expulsão dos jesuítas.[1] Seus versos continham sempre pedidos, pleiteando um cargo na secretaria de estado, até que este foi satisfeito, com a nomeação como oficial de secretaria.[1] Foi um professor durante quinze anos, mas esta vida o desagradava. Inadaptado e descontente até conseguir o posto na Secretaria dos Negócios do Reino. Obteve tudo quanto pretendeu, o que não o fez deixar de deplorar uma suposta miséria. Bom metrificador, compôs sátiras descritivas e caricaturais, sonetos e odes, que reuniu em 1801 num volume chamado Obras Poéticas. Ficou na superficie, mas apreendeu bem os erros e ridículos da época. O seu cômico consistia no agravamento das proporções , hipertrofiando o exagero, que encontrava. Usavam-se, então, penteados muito altos, daí o haver Tolentino informado que lá se podiam esconder os mais variados objetos: Uma arca, um colchão e até mesmo um homem. Ridiculariza as que se enfeitavam com vistosas cabeleiras, sem melhorar o juízo; as velhas que recorriam à formosura postiça; os vadios e ociosos; os maridos que apanhavam da mulher. Disse mal dos seus professores e até das suas aulas.