The Snow Queen Cycle Series #1 -- Ganhador do Prêmio Hugo em 1980/1981. Capa: Estúdios PEA com ilustrações de Leo e Diane Dillon. [Sinopse]: "Do seu trono do poder, Arienrhod, a rainha do Inverno, governou imortalmente de forma absoluta até o momento em que acontecimentos astrofísicos modificaram o clima do planeta Tiamat e substituíram o Inverno de gerações por um Verão igualmente longo. Também fecharam a Porta, impedindo a utilização do buraco negro próximo como portão dos estrangeiros da Hegemonia, o estado sucessor multiplanetário do Império há muito desconhecido... Por sua vez, quando o Inverno é substituído pelo Verão e os estrangeiros partem, levando consigo sua tecnologia avançada, a rainha do Verão toma o poder, o nível tecnológico e cultural descresce e a rainha do Inverno é sacrificada em um ritual que marca esta transformação cíclica. Arienrhod tenta subverter este ciclo e prolongar o seu reinado invernal, assim procurando preservar o nível cultural contra o regresso do Verão primitivo, a outra metade do ciclo eterno." O livro foi dividido em duas partes pela editora, coleção FC números 051 (221 pg)e 052 (243 pg). ==== http://bibliowiki.com.pt/index.php/Snow_Queen ==== [Wikipedia] "The Snow Queen" is a classic Science Fiction/Fantasy novel by Joan D. Vinge, published in 1980. It won the Hugo and Locus Award for Best Novel in 1981 (and was also nominated for the Nebula Award for Best Novel on the same year). Based on the fairy-tale of the same name by Hans Christian Andersen, The Snow Queen takes place on a mostly oceanic planet called Tiamat, whose suns orbit a black hole, which facilitates a type of interstellar wormhole travel and connects Tiamat to the rest of the civilized galaxy (the "Hegemony", the remnants of a fallen Galactic Empire)... The imperious Winter colonists have ruled the planet Tiamat for 150 years, deriving wealth from the slaughter of the sea mers. But soon the galactic stargate will close, isolating Tiamat, and the 150-year reign of the Summer primitives will begin. Their only chance at surviving the change is if Arienrhod, the ageless, corrupt Snow Queen, can destroy destiny with an act of genocide. Arienrhod is not without competition as Moon, a young Summer-tribe sibyl, and the nemesis of the Snow Queen, battles to break a conspiracy that spans space. Interstellar politics, a millennia-long secret conspiracy, and a civilization whose hidden machineries might still control the fate of worlds all form the background to this spectacular hard science fiction novel from Joan D. Vinge.
A Rainha de Gelo - II (Ficção Científica Europa-América #52) - The Snow Queen
Joan D. Vinge
Um encontro entre a ficção científica e os contos de fadas.
Ficha Técnica do Livro: Nome do autor: Joan D. Vinge Tradutor: Maria Luísa Ferreira da Costa Título: The Snow Queen (A Rainha de Gelo) Nome da editora: Editora Europa-América, coleção Livros de Bolso FC ns° 51 e 52; Lugar e data da publicação: Portugal, 1983 Número de páginas: 448 páginas; ISBN: 978-972-1-01875-4 Gênero: Ficção Fantástica / Fantasia Científica A Rainha de Gelo é um livro que foi publicado em português apenas em Portugal, talvez por isso seja um livro pouco conhecido do público brasileiro. Apesar de ser classificada como ficção científica ela está tão fortemente imersa no universo da fantasia que prefiro classificá-la como fantasia científica, uma categoria que fica meio abandonada entre a ficção científica e a fantasia. O livro é inspirado no conto homônimo de Hans Christian Andersen, de 1844, e assim como ele lida com polaridades e dualidades: claro e escuro, verão e inverno, avanço e atraso tecnológico. A história acontece em Tiamat, um planeta com uma longa órbita em torno de um buraco negro que conecta Tiamat com o resto da galáxia civilizada, a Hegemonia. A população de Tiamat divide-se em dois clãs regidos por uma monarquia matriarcal: Summers (Estivais) e Winters (Invernosos). Os Winters relacionam-se com os estrangeiros, e fazem uso da tecnologia deles. Os Summers no entanto desprezam toda tecnologia e vivem como os seres humanos viviam milhares de anos atrás, com tecnologias rudimentares de agricultura e pesca. A cada 150 anos, a órbita do planeta em torno de um buraco negro produz uma drástica alteração climática, causando o início de uma mini era glacial, e Tiamat durante esse período é governado por uma Rainha de Gelo, escolhida dentre o clã dos Invernosos. Ao encerrar-se o ciclo de 150 anos o clima esquenta novamente, e a Rainha de Gelo é executada em uma cerimônia que coroa a nova Rainha, escolhida entre o clã Estivais, que será conhecida como Rainha do Verão. Durante o reinado da Rainha do Gelo, viagens estelares são possíveis devido à uma antiga técnica que a Hegemonia herdou do Antigo Império, utilizando o próprio buraco negro como Porta para as viagens para lugares longínquos do universo. Durante esses 150 anos Tiamat é capaz de comunicar-se e negociar com os mundos da Hegemonia mas na fase de governo da Rainha do Verão, essa Porta não é mais acessível, e todo contato fica interrompido. A história conta como a Rainha do Gelo atual, Arienrhod, pretende prolongar seu reinado para além dos 150 anos através de clones implantados secretamente nos corpos de mulheres do clã Summer. As pessoas mais ricas do clã Winters conseguem prolongar artificialmente suas vidas através de uma substância extraída do sangue de uma espécie de animal marinho conhecido como mer, a água da vida. Essa substância anti-envelhecimento é vendida para os outros mundos da Hegemonia, e a caça ao mer é intensa durante o governo dos Winters, quando os outros mundos tem acesso à Tiamat. Um desses clones de Arienrhod, uma garota chamada Moon e seu primo Sparks, que estão apaixonados, enveredam-se em uma trama que acaba por afastá-los. Moon tornar-se-á uma profetisa, enquanto Sparks irá assumir a posição de Starbuck, o amante da rainha. Moon acaba saindo de Tiamat em uma viagem para um mundo da Hegemonia, e retornará para confrontar a Rainha de Gelo e salvar seu primo. Existem referências mitológicas e folclóricas muito curiosas em A Rainha de Gelo que são dignas de menção: Tiamat: O nome do planeta representa o espírito primordial do oceano na mitologia mesopotâmica. Arienrhod (ou Arianrhod): É uma figura da mitologia celta que aparece no Quarto Ramo do Mabinogion, uma coletânea de textos galeses. É descrita como A Senhora da Roda de Prata, que vivia na longínqua terra encantada de Caer Sidi, e personificava uma antiga deusa celta, representada pela constelação Corona Borealis, cujo nome em galês era Caer Arianrhod , ou seja, O castelo girante de Arianrhod. A lenda de Arianrhod é muito complexa, cheia de elementos contraditórios e de difícil compreensão, e de contradições decorrentes da interpretação de antigas lendas que foram registradas apenas na tradição oral através dos bardos, monges e historiadores cristãos. Essa história, através de metáforas e intrincados simbolismos celtas, expõe a relação dos celtas com as divindades e cultos lunares. Moon (Lua): No tarô, a carta da Lua (Moon), é uma carta que indica inteligência instintiva, além do retorno às origens. Paralelo entre viagens espaciais e místicas: Nos contos de fadas as viagens à outros mundos (ou submundos) normalmente é associada com dissociação da passagem do tempo, e com perdas, o que é representado nesse livro através das viagens através da Porta no buraco negro, que causam dilatação temporal com a perda de vários anos em relação à Tiamat. Bruxa Má: A Rainha de Gelo encontra referência com a tradicional bruxa má, figura comum em vários trabalhos como nos livros de Andersen, dos Irmãos Grimm, Shakespeare e no folclore celta. Apesar de possuir algumas semelhanças com o Universo Duna os personagens e a narrativa de Joan D. Vinge não possuem a profundidade e qualidade de um Frank Herbert. Assim como nos contos de fadas clássicos os personagens apresentam-se mais como exigências de roteiro para provar uma moral da história, carecendo de exibir quaisquer nuances psicológicos. Mas será que essa superficialidade dos personagens é uma falha no trabalho da autora? A resposta é: não! É importante levarmos em conta que o livro A Rainha de Gelo foi escrito como um conto de fadas futurista, como uma tentativa de introduzir uma estrutura folclórica nesse universo da ficção científica, o que foi feito de forma muito competente pela autora, transformando o livro num clássico merecedor não apenas do Prêmio Hugo de 1981 como também a atenção de qualquer um que se interesse por ficção fantástica ou científica.
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