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    Ócio - poesia & provocações

    Mauro Felippe

    Giz Editorial
    2016
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788591833115
    Português Brasileiro
    3.5
    11 avaliações
    Leram1Lendo0Querem6Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados6Avaliaram11

    Mauro Felippe se afasta da forma tradicional de contar os sentimentos humanos. Cria sua própria forma de colocar esses temas universais. Avizinha-se até do concretismo para provocar agudeza de observação, mas sem nunca aceitar a tragédia, onde um bravo luta e luta mas nunca vence até que exaurido cai exausto, sem força e sem vida, vencido pelo destino cruel de ser humano.

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    Desireé de Oliveira29/12/2017Resenhou um livro
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    O Ócio que move a humanidade. (@UpLiterario)

    Ócio destaca o que os humanos têm de melhor e de pior. Afinal, é o ócio que move o mundo. O ser humano trabalha e produz justamente para obter os breves momentos descanso. Sem as folgas, a humanidade pereceria em um caos autodestruitivo. Ao mesmo tempo em que se a vida fosse unicamente um eterno final de semana de ócio, sem propósito ou objetivo, o ser humano mergulharia em um abismo onde as horas não teriam fim, desvanecendo entre as áreas do tempo. . “E que cada dia seja melhor Mesmo que na imaginação.” . Mais uma belíssima coletânea de poemas, textos, insights e pensamentos que sobrevoam os mais diversos temas. Em suas páginas, Mauro Felippe destaca momentos de reflexão, ora provocativos e belos, ora agressivos ou intimistas, que nos fazem transgredir, sonhar, refletir e delirar, seja com suas palavras, com as histórias ali narradas ou mesmo com as ilustrações, fotos e imagens que complementam e enriquecem os poemas e enxertos. . Mauro Felippe traz em seus textos pitadas de realismo e surrealismo, envolvendo temas psicológicos, filosóficos, políticos, religiosos e sociais. São desabafos, críticas, externações, desilusões, odes. Textos que ora abraçam e ora repelem o leitor e que a cada nova leitura tem o condão de nos trazer uma nova compreensão do narrado. . “O coração não sabe nadar É frágil Mesmo sem correntezas ele pode afundar.” . Novamente, temos aqui a ausência de uma ordem restrita para a leitura - seja dos textos e poemas, ou mesmo dos próprios livros do autor. São textos soltos, reflexivos e intimistas, que podem ser lidos a qualquer momento, hora e lugar, de forma que nem ao menos as páginas são numeradas, destacando a falta de uma rigidez na leitura. . “Apenas um salto para um amplo voo Para não mais dedilhar almanaques Tornar-me-ia um humano puro e sonhador Pois de nada importaria ter ou não sanidade.” . Uma ótima leitura, um pouco mais política do que a leitura anterior do livro “Humanos”. Um livro para ler e reler, especialmente nos momentos em que o ócio parece transbordar da pele. Recomendo!

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    3.5 / 11
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    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas18%
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    Mauro Felippe

    Mauro Felippe teve o maior estande independente da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que aconteceu em 2017. O autor tem quatro livros publicados. Uma quadrologia que traz poemas, crônicas e reflexões. Os livros são Nove (2014), Ócio (2016), Espectros (2016) e Humanos (2017).

    4 Livros
    2 Seguidores
    Santa Catarina, Brasil

    Mauro Felippe