Ócio destaca o que os humanos têm de melhor e de pior. Afinal, é o ócio que move o mundo. O ser humano trabalha e produz justamente para obter os breves momentos descanso. Sem as folgas, a humanidade pereceria em um caos autodestruitivo. Ao mesmo tempo em que se a vida fosse unicamente um eterno final de semana de ócio, sem propósito ou objetivo, o ser humano mergulharia em um abismo onde as horas não teriam fim, desvanecendo entre as áreas do tempo.
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“E que cada dia seja melhor
Mesmo que na imaginação.”
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Mais uma belíssima coletânea de poemas, textos, insights e pensamentos que sobrevoam os mais diversos temas. Em suas páginas, Mauro Felippe destaca momentos de reflexão, ora provocativos e belos, ora agressivos ou intimistas, que nos fazem transgredir, sonhar, refletir e delirar, seja com suas palavras, com as histórias ali narradas ou mesmo com as ilustrações, fotos e imagens que complementam e enriquecem os poemas e enxertos.
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Mauro Felippe traz em seus textos pitadas de realismo e surrealismo, envolvendo temas psicológicos, filosóficos, políticos, religiosos e sociais. São desabafos, críticas, externações, desilusões, odes. Textos que ora abraçam e ora repelem o leitor e que a cada nova leitura tem o condão de nos trazer uma nova compreensão do narrado.
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“O coração não sabe nadar
É frágil
Mesmo sem correntezas ele pode afundar.”
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Novamente, temos aqui a ausência de uma ordem restrita para a leitura - seja dos textos e poemas, ou mesmo dos próprios livros do autor. São textos soltos, reflexivos e intimistas, que podem ser lidos a qualquer momento, hora e lugar, de forma que nem ao menos as páginas são numeradas, destacando a falta de uma rigidez na leitura.
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“Apenas um salto para um amplo voo
Para não mais dedilhar almanaques
Tornar-me-ia um humano puro e sonhador
Pois de nada importaria ter ou não sanidade.”
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Uma ótima leitura, um pouco mais política do que a leitura anterior do livro “Humanos”. Um livro para ler e reler, especialmente nos momentos em que o ócio parece transbordar da pele. Recomendo!