Corre o ano de 1984 em uma São Paulo inebriada pelo sonho de eleições diretas – o Movimento Diretas Já está em curso. O povo clama por liberdade; Eulália, jovem paulistana, protagonista desta história, também. Criada com muita rigidez e autoritarismo pelo pai rico, político conservador e homem ciumentíssimo, Eulália, ao completar dezoito anos, se depara com insólitos acontecimentos que marcarão sua vida de forma definitiva. Um tabu prestes a ser violado, um vestido de noiva rasgado, uma família destroçada, uma fuga pela cidade turbulenta, um sagui que fala, um crime a ser desvendado, um detetive em busca de si mesmo, um corpo revelado, um poeta que só surgirá décadas mais tarde nos livros de Roberto Bolaño, um jardineiro que sabia demais, o perfume das rosas. Uma história fora do comum, mas, sobretudo, um libelo contra a opressão. Uma narrativa elíptica e surpreendente, em que a autora encontra sua identidade numa língua portuguesa que funde culturas.
A casa das rosas -
Andréa Zamorano
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Quando acabei a leitura fiquei dias pra fazer a resenha, e agora que estou fazendo o único pensamento que passa pela minha cabeça é que não vou conseguir fazer a resenha. Não sei se ela vai fazer sentido, ou se vou me expressar certamente, então já aviso logo se algo não fizer sentido a culpa não é do livro porque gostei muito do livro, acredito que a culpa seja realmente minha. Então, ignorem e finjam demência se algo ficar meio louco kkkkkk. O livro começa em meados de 1965, quando Maria Candida conhece Virgílio Antunes. Maria Candida é uma mulher cheia de vida e beleza, que se apaixona logo que de imediato pelo jovem rapaz que é politico e rico. Logo de início Virgílio tinha uma personalidade carinhosa e amorosa, mas após Candida engravidar essa personalidade muda totalmente e ele começa a rejeitar a esposa, desprezá-la e tratá-la de uma forma totalmente machista e preconceituosa. Com isso ele a deixa trancafiada em um quarto, o único proposito dela é proteger sua filha Eulália, porém algo acontece e ela some, e assim o livro da início a história de Eulália. "Gorda. Como é que consegue viver com essa barriga enorme? Parece uma porca parideira. Não posso ter uma esposa cheia de manchas na cara. Com o nariz de batata e lábios grossos como uma negras. Como é que vou aparecer nas reuniões do partido com você? O único neto do Sá Vasconcelos casado com uma aberração." Eulália tem 18 anos e ama poesia. Uma moça que teria um futuro todo pela frente, mas é controlada em tudo pelo pai. Ele não deixa ela nem decidir a faculdade que ela quer fazer, ela precisa optar por duas Medicina e Direito, e com isso acaba optando em fazer Direito, só que ela até pra ir pra faculdade precisa do motorista. Eulália vive basicamente pra estudar, já que o pai dela não deixa ela fazer muita coisa. “Nunca mais manhãs ensolaradas, nunca mais passeios no parque, nunca mais riso de criança. Faz sempre muito frio aqui.” Eulália não conhece e nem sabe nada da sua mãe, e por mais que ela tenha interesse em conhecer todo o passado é um segredo que o pai dela não revela. De tanta privação que ela é acometida, Eulália considera o pai dela um herói. Vive entre uma casa imensa e com um jardim repleto de rosas, mas isso tudo muda da água pro vinho no dia de seu aniversário de 18 anos. E foi inclusive uma surpresa pra mim esse aniversário dela, eu li e reli pra vê se não estava lendo errado. Com esse acontecimento impactante Eulália foge e com o tempo descobre coisas que podem chocar até os mortos. O livro foi escrito intercalando em primeira pessoa quando era a parte da Eulália e em terceira pessoa quando era o ponto de vista de qualquer outra pessoa, nos deixando ainda mais intrigado com a história. Em um ritmo de poesia a historia é fluida e nos deixa intrigado com tudo conforme alguns acontecimentos são revelados. Resenha completa no blog
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