Será verdade que o conhecimento científico é incompatível com a emoção estética? A ciência perdeu ou ganhou ao trocar o determinismo rigoroso, fatalista e perpétuo, que foi seu timbre até há pouco, pela probabilidade, pelo incerto, pelo imprevisível? Se não fosse a expansão, teria o Universo permanecido para sempre no estado caótico primordial, sem o lugar para a diferenciação, a organização, a complexidade, a vida, o homem, o cérebro pensante, a criatividade? Uma borboleta, ao bater as asas no Amazonas, poderá desencadear uma tempestade no Texas? Será o tempo reversível, por nada permitir distinguir o futuro do passado? Para se ser bom cientista tem de se repudiar a religião e vice-versa? A estas e muitas outras interrogações, responde-nos em Malicorne, no seu conhecido estilo leve, límpido e conciso, o Prof. Hubert Reeves, um astrofísico que nunca se esquece de olhar as estrelas, os mares, os átomos ou as borboletas também como um poeta.
Malicorne (Ciência Aberta) - Reflexões de um observador da natureza
Hubert Reeves
Gradiva
1990
209 páginas
6h 58m
ISBN-10: 9726621879
Português
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