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    A Ilustre Casa de Ramires -

    Eça de Queiroz

    Klick
    1997
    382 páginas
    12h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.4
    65 avaliações
    Leram114Lendo13Querem68Relendo0Abandonos16Resenhas3
    Favoritos4Desejados68Avaliaram65

    Na Lisboa do final do século XIX, Gonçalo Ramires é um fidalgo decadente, que luta para manter os títulos de nobreza e o poder de sua histórica família. Dividido entre os valores familiares e as necessidades do presente, ele trilha caminhos pouco dignos para recuperar a riqueza e o poder de seus ancestrais.

    Resenhas (3)Ver mais
    David Feiten picture
    David Feiten28/06/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Nem tão ilustre assim

    Ainda bem que já conheço e sou muito fã do autor por outras obras suas, como "O Primo Basílio", "O Crime do Padre Amaro" e outras. Aliás, só por isso dou essa avaliação 3 estrelas para este livro - é mais pelo "conjunto da obra" do escritor português. Aqui, nem parece ele - um texto excessivamente rebuscado e sem a contundência da crítica de costumes presente em outras narrativas.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 65
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas8%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz