Confesso que sou suspeita para falar, afinal sempre gostei de filmes de guerra e após ver Sniper Americano, me interessei pelo livro.
Me surpreendi com o conteúdo, a clareza e emoção com que Chris relata toda a sua vida. Mesmo depois de ter estado em tantos combates, seu maior desafio foi saber conciliar o serviço com a família. Sendo esta colocada em terceiro em uma ordem á qual ele segue: Deus, País e Família.
Uma característica bem marcante de Chris foi a sua lealdade para com seus companheiros . Sempre preocupado em ajudá-los, sentindo uma obrigação de proteção sob eles. Outro ponto é a sua forte devoção ao país, querendo estar em combate, mostrar serviço.
Mesmo com todas essas características e sendo considerado "A lenda", Chris de maneira nenhuma aceita levar todo o crédito sozinho. Sempre deixando claro que tudo foi possível graças a um trabalho em conjunto de toda a equipe.
Tendo sua vida pessoal abalada por todos os acontecimentos da guerra, sua esposa Taya foi fundamental para que ele superasse tudo isso. Juntos foram enfrentando os obstáculos onde ele aprendia se readaptar em casa a cada retorno e ela aprendia lidar com as dificuldades de ter um marido ausente.
Uma verdadeira história de lealdade, superação e esforço. Chris se esforçou e se deu muito para chegar onde chegou, traçou o objetivo e não parou até alcançá-lo. Não é á toa que é considerado o Sniper mais letal da história dos EUA.
De uma maneira geral achei o livro muito bem escrito, com boa divisão entre os capítulos. A alternância entre os relatos de Chris e Taya ficaram muito bons pois desta maneira pode-se ver a visão de ambos.