Gay Talese não é um dos maiores nomes do new journalism em vão. Uma prova de arte (se me permitem o trocadilho) é A Mulher do Próximo. Recebi a recomendação desse livro junto com a ideia de que esta era a biografia de Hugh Hefner. A minha decepção foi contraditória: o livro é muito mais que isso. Fazendo um papel de historiador, Talese traz os primórdios da revolução sexual com uma escrita ágil e fascinante. A cada capítulo surgem personagens que estão inseridos nessa fase histórica da libertação sexual norte-americana e é difícil não sentir fascinação pelas décadas de 50 e 60. Não vou me apegar a detalhes aqui. Sou do tipo que odeia spoilers. Só posso recomendar, sinceramente, um dos melhores livros do Novo Jornalismo. Aos fãs de um bom romance de não-ficção, fica a dica.





