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    La femme aux pieds nus

    Scholastique Mukasonga

    Folio
    2012
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9782070446667
    4.4
    4 avaliações
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    Cette femme aux pieds nus qui donne le titre à mon livre, c'est ma mère, Stefania. Lorsque nous étions enfants, au Rwanda, mes soeurs et moi, maman nous répétait souvent : 3Quand je mourrai, surtout recouvrez mon corps avec mon pagne, personne ne doit voir le corps d'une Mère." Ce livre est le linceul dont je n'ai pu parer ma mère. c'est aussi le devoir de piété filiale de faire revivre, grâce à l'écriture, les travaux et les jours, les traditions ancestrales d'une communauté obstinée à survivre mais qui se sait vouée à une extermination programmée. C'est, au seuil du génocide des Tutsi au Rwanda en 1994, son histoire, c'est notre histoire.

    Resenhas (2)Ver mais
    Ray Barro picture
    Ray Barro25/09/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Livro muito necessário pra quem fala francês

    Extremamente importante para entender melhor a colonização da África orquestrada pela França e particularmente pela Bélgica. História muito sensível e que cumpre o papel essencial de representar a cultura dos países africanos na língua francesa. Empresto alguns trechos de uma resenha na versão em português para deixar registrada minha opinião: "Pode ler sem medo, livro é lindo, todo ele é cheio de afeto, de imagens da natureza, memórias afetivas familiares e culturais, mas tem sempre um filete de sangue escorrendo, e o final uma crítica tão, tão bem escrita que vem numa imagem de um sonho (pesadelo). Uma crítica cortante ao extermínio provocado pelo colonialismo e a violência mascarada imposta pela igreja católica. O relato de Mukasonga sobre os costumes, as crenças, a cultura de sua família e de seu povo tão diversa da nossa, nos transporta à Ruanda, e ao mesmo passo que causa estranhamento nós causa também comoção e encanto. Esse livro é tão lindo porque é carregado de afeto e de lembranças ternas. E se, despida da concepção ocidental de mundo, faz-se essa leitura, não há como não se encantar com a narrativa.Tem seus trechos chocantes, porque olho daqui do meu lugar, a partir da minha cultura. Mas o que mais choca nesse livro é olhar para os rasgos feitos pelo efeito colonizador. Do meio da terra de Ruanda, abre-se um grande filete se sangue. E os tutsis sangraram, foram exilados e foram violados e violadas.

    2 curtidas

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    Scholastique Mukasonga

    Scholastique Mukasonga é uma aclamada escritora que nasceu em 1956 no sudoeste de Ruanda, junto ao rio Rukarara. Ela vivenciou a violência e a humilhação dos conflitos étnicos em seu país desde a infância. Em 1960, sua família foi deslocada para o distrito poluído e subdesenvolvido de Bugesera, em Ruanda, e mais tarde foi forçada a viver em um campo de refugiados. Apesar das perseguições e massacres repetidos, Mukasonga sobreviveu e conseguiu frequentar a escola, apesar das cotas limitadas que permitiam apenas 10% dos Tutsi nas escolas secundárias. Ela frequentou o Lycée Notre-Dame-de-Citeaux em Kigali e uma escola de serviço social em Butare, mas em 1973, foi obrigada a se exilar para o Burundi para escapar da ameaça de morte. Lá, ela completou seus estudos como assistente social e começou a trabalhar para a UNICEF. Mukasonga mudou-se para a França em 1992, onde trabalhou como assistente social para os estudantes da Universidade de Caen entre 1996 e 1997. Desde 1998, ela atua como representante legal para a Union départementale des associations familiales de Calvados (União Departamental de Associações Familiares de Calvados). Em 1994, 37 membros de sua família foram mortos durante o genocídio Tutsi em Ruanda. Mukasonga só retornou ao país em 2004, uma década depois do genocídio, e foi a partir dessa viagem que ela sentiu a necessidade de escrever seu primeiro livro, uma autobiografia, "Baratas (Inyenzi ou les Cafards)". Este livro foi nomeado para o Prêmio do Livro do Los Angeles Times em 2016 na categoria autobiográfica. Sua obra explora a história e as raízes do genocídio e a experiência de ser uma minoria Tutsi. A escritora tem diversas obras publicadas, entre elas "A mulher de pés descalços (La Femme aux pieds nus)" em 2008, "L'Iguifou" em 2010, "Nossa Senhora do Nilo (Notre-Dame du Nil)" em 2012 e "Um belo diploma (Un si beau diplôme!)" em 2018. "Nossa Senhora do Nilo" ganhou o Prêmio Renaudot em 2012, além de outros prêmios, e teve uma adaptação cinematográfica em andamento, dirigida por Atiq Rahimi. A escritora também publicou uma coleção de contos chamada "Ce que murmurent les collines" em 2014. No Brasil, Mukasonga participou da FLIP em 2017, onde suas obras "Nossa Senhora do Nilo" e "A mulher de pés descalços" foram classificadas entre os cinco livros mais vendidos do festival literário de Paraty, Rio de Janeiro. Publicações no Brasil: - "A mulher de pés descalços" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Nossa senhora do Nilo" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Baratas" (lançado em 2018, traduzido por Elisa Nazarian) - "Um belo diploma" (lançado em 2021, traduzido por Raquel Camargo)

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    Gikongoro, Ruanda

    Scholastique Mukasonga