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    James Joyce e Seus Tradutores -

    Dirce Waltrick do Amarante

    Iluminuras
    2015
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788573214833
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    Ensaísta de fôlego que já dedicou um longo estudo ao romance Finnegans Wake, Dirce Waltrick do Amarante também aprecia as formas breves, as quais ela parece privilegiar ultimamente. O presente livro é fruto dessa aposta da ensaísta: reúne o que ela escreveu sobre James Joyce e divulgou em diferentes meios de comunicação impressos e digitais. Alguns textos, porém, são inéditos, mas esses também seguem o formato breve. Os ensaios, lidos em conjunto, traçam um curioso e instigante retrato da recepção do artista irlandês no Brasil: começam falando dos tradutores do romance Ulisses (temos em português brasileiro três versões diferentes dessa obra-prima, o que é um raro privilégio), comparam-nos entre si com muita propriedade e discernimento, e, em seguida, destacam, na parte mais densa do livro, a meu ver, os tradutores do desconcertante Finnegans Wake. Contudo, a noção de “tradutor” é aqui retrabalhada pela ensaísta, que passa a buscar nas próprias ações dos personagens oníricos de Joyce (estamos, nós, leitores, imersos num sonho narrado e interpretado) o modelo de tradução, para descobrir como ela pode e deve ser feita, segundo aquilo que o romancista elaborou sobre o tema. Na verdade, a tradução em Joyce é muito mais do que um tema: é uma estratégia narrativa que ele explorou até o seu limite, sobretudo na sua última obra, a mais obscura da literatura de todas as épocas. Por meio dos personagens tradutores, enfim, Dirce Waltrick do Amarante propõe uma nova via de acesso à obra de Joyce, mostrando como essa obra não só é passível de ser traduzida como pode ser lida sempre com prazer. Pois a tradução, no decorrer da intriga romanesca, é fonte de intriga, humor, mistério... Mas este pequeno livro vai além, pois destaca, em seguida, o Joyce que escreveu para crianças, ou, mais especificamente, para o seu neto, a quem dedicou textos aparentemente simples e amenos. Ao valorizar esse lado “infantil” da literatura do grande mestre modernista, a ensaísta mostra mais uma vez o seu empenho em encontrar e desbravar novas maneiras de ver e ler no Brasil a imensa e diversificada obra de James Joyce. (Sérgio Medeiros)

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    Aguinaldo Medici Severino24/05/2019Resenhou um livro
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    James Joyce e seus tradutores

    Amanhã, 02 de fevereiro, é o dia em que se comemora o aniversário de James Joyce (ele nasceu em 1882). Dedicarei essa semana a registrar alguns livros que li dele e sobre ele recentemente. O de hoje é "James Joyce e seus tradutores", publicação de Dirce Waltrick do Amarante, conhecida tradutora de Joyce ("O gato e o diabo" e "Os gatos de Copenhague"), Lewis Carroll e de Edward Lear. Nele estão reunidos quatorze ensaios curtos, alguns deles anteriormente publicados em jornais, revistas ou em mídias digitais. Percebe-se que as reflexões são resultado de um trabalho acadêmico sério e disciplinado, mas a apresentação é feita numa linguagem simples, ligeira, focada num leitor ainda não familiarizado com os livros de Joyce e a miríade de livros e comentadores de sua obra. Trata-se então de um bom guia de leitura, de uma apresentação breve de alguns dos livros de Joyce. Três ensaios são dedicados ao "Ulysses", nos quais a autora comenta os projetos de tradução de Antônio Houaiss, cuja tradução pioneira para o português faz cinquenta anos neste 2016; Bernardina Pinheiro, que editou a sua em 2005; e a mais recente, a de Caetano Galindo, publicada em 2012. São comentários breves, nada exaustivos, produzidos para informar ao leitor os dados básicos das qualidades e defeitos das propostas de tradução, além de comentar algo da história da edição original do livro e do Bloomsday, festa literária dedicada a comemorar o dia 16 de junho de 1904 no qual a trama do livro de Joyce se desenrola. Seis outros ensaios tratam do "Finnegans Wake" (são os que achei mais interessantes e inventivos do livro), um a "Finn's Hotel" e um aos contos infantis de Joyce. Dois ensaios são dedicados a invenções em português fortemente inspiradas na obra de Joyce: "Riverão Sussuarana", de Glauber Rocha (1977) e "Finnício Riovém", de Donaldo Schüler (2004). Num último ensaio ela trata da relação entre Joyce e a Irlanda. O livro incluir também uma curta entrevista com um dos maiores especialistas em Joyce, Fritz Senn, curador da Zurich James Joyce Foundation. Como se tratam de ensaios independentes produzidos em diferentes épocas e circunstâncias, há várias repetições e sobreposição de temas entre eles. O livro inclui também algumas ilustrações e reproduções de fotografias. Seguramente trata-se de uma boa nova porta para se deixar capturar pelos feitiços literários do velho e bom James Joyce. Vale. [início: 25/12/2015 - fim: 08/01/2016] "James Joyce e seus tradutores", Dirce Waltrick do Amarante, São Paulo: editora Iluminuras, 1a. edição (2015), brochura 13,5x22 cm., 110 págs., ISBN: 978-85-7321-483-3

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    Dirce Waltrick do Amarante

    Ensaísta, tradutora e escritora. Professora do Curso de Artes Cênicas da UFSC e do Curso de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (UFSC). Tem livros publicados na área de tradução, teoria literária, teatro e literatura infantil e juvenil. Coedita a Revista de Arte e Cultura "Qorpus" (ISSN 2237-0617). Com Vitor Alevato do Amaral, lidera o grupo de pesquisa Estudos Joycianos no Brasil. É membro do Núcleo de Pesquisa de Estudos sobre Samuel Beckett (USP). Organiza o Bloomsday de Fpolis, com o prof. Sérgio Medeiros (UFSC) e com a profa. Clélia Mello, desde 2002. Colabora em jornais e revistas de circulação nacional.

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    Santa Catarina, Brasil

    Dirce Waltrick do Amarante