Edição Comemorativa aos 100 anos da Igreja Assembleia de Deus de Capanema, Pará, celebrado em 2016.
Bíblia Sagrada - Centenário da Assembleia de Deus de Capanema (2016) - Edição Comemorativa
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Ver maisHoje vi essa Bíblia Comemorativa com um irmão na EBD, sobre o centenário da Assembleia de Deus de Capanema (PA), celebrado em 2016, e imediatamente fiquei com vontade de conhecer a história e digitalizar a obra para o acervo de estudos (o encarte informativo). Fui gentilmente atendido e a leitura do histórico revelou alguns aspectos em comum com a Assembleia de Deus no Amapá, da qual sou membro e que está celebrando o centenário esse ano. É uma edição bonita, publicada pela SBB, com encarte especial no início, totalizando 28 páginas de informações históricas. A abordagem começa por pontos em comum nos estudos de todas as congregações assembleianas: a visão sobre o avivamento pentecostal norte-americano no início do século XX, sob a liderança do pastor Charles Fox em Topeka (kansas); o movimento da Missão da Fé Apostólica em Los Angeles na rua Azusa (1906), com o pastor Willian Seymour; e a história dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg em sua jornada peculiar e em situação extraordinária à Belém do Pará em 1910, que resultou na fundação da Assembleia de Deus no ano seguinte como denominação evangélica. As particularidades históricas de Capanema iniciaram na década de 1910, quando foi visitada por colportores como Daniel Berg e Clímaco Bueno Asa, no trabalho evangelístico que faziam nas comunidades de entorno da estrada de ferro Belém-Bragança. O texto cita o ano de 1912 como uma das datas de passagem evangelística, mas a fundação da congregação em Capanema foi oficializada com o estabelecimento do primeiro pastor, Isidoro Saldanha, em 1916. Esses pontos são parecidos ao caminhar assembleiano no Amapá, que teve a visitação evangelística de Clímaco Bueno Aza em 1916 e a data de fundação congregacional em 1917 com a oficialização do primeiro culto e batismos. A consolidação, porém, da AD em Capanema foi mais rápida e dinâmica, pois os pastores residiam no lugar, a EBD se iniciou no ano pioneiro e o primeiro templo foi inaugurado em 1921, facilitando a organização de ministérios como coral e Círculo de Oração. Em minha cidade, Macapá, por uma série de fatores, como o isolamento e dificuldade de acesso (a viagem à vela de Belém para cá era em torno de duas semanas naqueles idos pioneiros), a organização foi a passos mais lentos. A fundação ocorreu em 1917, mas os primeiros pastores fixos se estabeleceram apenas na década de 1940; o primeiro templo de alvenaria foi inaugurado em 1958 e a maioria dos departamentos na igreja foram organizados a partir de 1962, no pastorado de Otoniel Alencar). O encarte traz também fotos de várias congregações na cidade e a lista em ordem sequencial de todos os pastores da igreja pioneira, com breve histórico. Além do Evangelista Clímaco Bueno Aza (colportor) e Daniel Berg (que realizou visita e batismo em minha cidade), outro missionário que tivemos em comum foi o pastor Deocleociano Cabralzinho de Assis, que presidiu a AD em Capanema em dois momentos (parecendo que o intervalo foi o estabelecimento em Macapá, onde lançou a pedra fundamental para a construção do primeiro templo em alvenaria em 1948). Gosto de estudar essas histórias, especialmente quando se desenrolam no nível de certas curiosidades. Esse foi o ponto que senti falta no encarte. Em nossa congregação, por exemplo, temos o registro dos primeiros novos convertidos, data e peculiaridades dos primeiros batismos nas águas e no Espírito Santo, e histórias atípicas edificantes para serem conhecidas pelas novas gerações (como a jornada do evangelista Clímaco Bueno Aza para aportar nessas bandas, a prisão que lhe impuseram, a reação do padre católico mandando destruir as Bíblias e literatura evangelística, e o testemunho de um judeu ao ver o batismo de uma irmã no Espírito Santo em 1917). Gostaria de ver temperos como esse de valorização à informalidades no encarte. Acredito que a congregação deva ter relatos extraordinários em sua história. É só uma opinião no que gosto de ler... Obviamente conferi somente o encarte. Esse ano estou fazendo a leitura bíblica na edição com a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Não sei se a Bíblia Comemorativa de Capanema foi nas versões Corrigida e Atualizada de João Ferreira de Almeida. Essa que chegou em minhas mãos é na caracterização Atualizada em letra gigante (minha preferida também). Ah, estou na expectativa do lançamento da Bíblia Comemorativa do Centenário da AD no Amapá. Está quase saindo e eu na vontade crescente de dar aquela saboreada... Parabéns aos irmãos de Capanema pelo abençoado Centenário! E todos nós, aproveitemos a boa oportunidade e bem-aventurança de ler, conhecer, aprender e viver a Palavra do Senhor nas Sagradas Escrituras. Graças a Deus por tudo!
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