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    Estado Terminal -

    Dylan Ricardo

    All Print Editora
    2017
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-13: 9788541113113
    Português Brasileiro
    4.1
    7 avaliações
    Leram1Lendo2Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados1Avaliaram7

    Era uma vez um dedicado leitor que queria ser escritor, pois achava que tinha o que dizer, mas não só isso, ele precisava expor, era muito mais que apenas um exercício de arrogância inconsciente. Era vital. O monstro que lhe habitava as entranhas estava a cada dia mais barulhento e preenchia cadernos com medos, desejos, lembranças e revoltas. Ele queria registrar tudo o que havia vivido, precisava deixar compiladas suas experiências, como uma marca do que passou durante a existência. Uma prova de que havia vivido. Ele queria arrancar seus escritos das gavetas e atirá-los ao mundo. Queria tocar em sua obra publicada, pegar nas folhas, sentir o peso das frases, o cheiro do livro e o aguilhão de cada letra. Não lhe bastava mais escrever para si, ele desejava mostrar a todos o que acontecia pelos fumegantes e devastados campos inóspitos do seu cérebro. Queria cuspir, vomitar, arremessar tudo o que lhe carcomia as vísceras. E copulando com a dor, partejou poemas. Cem poemas que compõem esta pequena obra, fruto de noites em claro, de ácidas lágrimas vermelhas, de espelhos quebrados, paredes esmurradas, pulmões nicotinados, garrafas esvaziadas e torturantes lembranças. Caros leitores, bem-vindos ao meu cérebro.

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    Paulo Rafael Botter Franco picture
    Paulo Rafael Botter Franco14/05/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Estado Terminal

    Poesia é profunda, que chega em nossas almas e arrebata para um plano que desconhecemos completamente. Os poetas são mágicos, verdadeiros artistas que conseguem transformar com precisão versos, frases e rimas nas mais belas e graciosas poesias. Já que o assunto é poesia, vamos falar do livro “Estado Terminal”, do autor Dylan Ricardo, que em seus versos, prosas e rimas, acabamos por conhecer os seus medos, fraquezas e escuridões que perturbam sua mente. Durante à leitura, notamos uma semelhança entre outro poeta de peso na literatura nacional, Augusto dos Anjos, sendo uma poesia bem delineada e intensa. Dylan Ricardo possui uma escrita apurada e única, ele consegue em simples versos transmitir todos os seus sentimentos, um misto de dores, amores e raivas. Poesias completas que arrebatam qualquer leitor, ainda mais para aqueles que apreciam um bom livro do gênero. A obra conta com uma excelente diagramação, bons espaçamentos e uma fonte adequada para leitura em qualquer hora do dia e da noite. Ao todo, são cem poesias reunidas em uma incrível obra, para os amantes de poesia nacional, leitura mais que indicada. RECOMENDADA! Já para aqueles leitores do qual apreciam um bom livro, fica nossa indicação. Poesia é igual vinho, deve ser apreciado/degustado tranquilamente, indicada em um final de semana bem sossegado. Quero agradecer ao autor pelo envio de sua obra para o blog da Revista Conexão Literatura, muito obrigado!

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Dylan Ricardo profile picture

    Dylan Ricardo

    Dylan Ricardo, brasileiro da cidade de Recife, mas, cidadão do mundo. Viveu na Palestina e em Montreal, Canadá, país do qual obteve cidadania. Em viagens aos EUA, Portugal, Inglaterra, Cuba e Cabo Verde, bem como pelo interior de sua terra, Brasil, buscou inspiração para futuras obras, as quais hoje escreve dedicadamente pelas madrugadas. Insone contumaz, da noite colhe dolorosas memórias, que são utilizadas como inspiração para seus escritos. Escritor e poeta, é autor das obras Mil Poemas e um Suicídio (este com cem sonetos e um conto), Contos noturnos (com dez contos de terror) No Zênite da Insanidade, Asas de Pedra, Do Inferno e Estado Terminal, todos com poemas de inspiração gótica e ultrarromântica nos quais descreve liricamente trajetórias existenciais abarrotadas de desânimo, decepções e sonhos destruídos. Trazendo reflexões ao leitor sobre a sua própria existência, seus desejos e atos praticados. Muitos desses poemas tornaram-se crônicas do cotidiano de uma personalidade insatisfeita, realista e questionadora, por se referirem a assuntos voltados ao relacionamento humano, às lembranças e à efemeridade da vida. Além de dedicar-se no momento a outros livros de poesias, enveredou também por contos voltados ao horror, ao sobrenatural e às peças de teatro. Seu interesse e sombria necessidade de investigar os insanos hábitos humanos o levaram a aprofundar-se não só em estudos de filosofia e psicologia, mas na própria literatura. O que lhe auxiliou bastante na descoberta de seu estilo. E assim, utilizando sua experiência de vida somada à técnica adquirida pelas contínuas leituras, desenvolveu seus escritos. Filho de musicistas, pai maestro, compositor e violinista e mãe violoncelista, sempre esteve ligado às artes desde a infância. Quando criança frequentava, levado por seus pais, aos ensaios da Orquestra Sinfônica de Recife, que ocorriam no Teatro de Santa Isabel. Localizado em sua cidade. Apesar de viajar por outras terras, o que lhe atrai é transitar pela região intensa do sentimento. Da psique autoagressiva dos retraídos. O ser e suas incertezas emocionais, as imperfeições de suas escolhas e a devastação psíquica delas decorrente. Absolutamente fascinado por Byron, Verlaine, Baudelaire, Rimbaud, Keats, Shelley, Mallarmé, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, As irmãs Brontë, Jane Austen, Edgar Allan Poe, dentre tantos, mescla estilos, dependendo da fase em que se encontre. Vai desde a morbidez do "Mal do século" até o cru realismo contemporâneo derivado da desesperança e da certeza da transitoriedade.

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    Pernambuco, Brasil

    Dylan Ricardo