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    Depois da música -

    Luís Quintais

    Tinta-da-China
    2013
    95 páginas
    3h 10m
    ISBN-13: 9789896711818
    Português
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    À décima colectânea, Luís Quintais regressa aos seus lugares de sempre: às «ficções supremas» de Wallace Stevens como único sentido ainda disponível; à prosa enquanto território especulativo; às desumanidades de um século impiedoso, de que o Holocausto é exemplo, mais do que símbolo; à modernidade sem «aura» mas ainda com vestígios de uma aura, de um esplendor. Vivemos num tempo «depois da música», como se diz «depois da Deus»; mas depois da música, e por causa da música, fica ainda um fogo que arde e se vê, como em Bach, deus mortal, ou nas canções de Billie Holiday. Depois da Música não desespera por completo da poesia, essa arte dos duzentos exemplares: a poesia é a resistente e discreta possibilidade de deixarmos registo de mais um dia na terra, da vertigem do mundo, das ilusões e derrotas, de filhos, amigos, mestres. Acto gratuito, imagem dentro das imagens, o poema faz com que «uma árvore» signifique «apenas uma árvore» ou muito mais que isso: a própria figura da poesia, «um horizonte de árvores negras / desenhado no chão da biografia, // uma forma de melancolia consentida».

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    Luís Quintais

    Luís Quintais nasceu em 1968. É poeta, ensaísta, antropólogo e professor junto da Universidade de Coimbra. Publicou treze livros de poesia: A imprecisa melancolia (1995), Lamento (1999), Umbria (1999), Verso antigo (2001), Angst (2002), Duelo (2004), Canto onde (2006), Mais espesso que a água (2008), Riscava a palavra dor no quadro negro (2010), Depois da música (2013), O vidro (2014), Arrancar penas a um canto de cisne. Poesia 2015-1995 (2015) e A noite imóvel (2017). Como poeta, foi distinguido com os prémios Aula de Poesia de Barcelona, PEN Clube Português, Prémio Fundação Luís Miguel Nava, Prémio Fundação Inês de Castro, Prémio António Ramos Rosa e Grande Prémio de Poesia APE.

    17 Livros
    1 Seguidor

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