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    Comprada por um Lorde -

    Chirlei Wandekoken

    Pedrazul
    2017
    171 páginas
    5h 42m
    ISBN-10: B075CXNR2H
    Português Brasileiro
    3.3
    65 avaliações
    Leram76Lendo2Querem62Relendo0Abandonos1Resenhas9
    Favoritos3Desejados62Avaliaram65

    Como fazia todo verão, lorde Steve, o conde de Ponthieu, passava uma temporada no medieval castelo do amigo Roger de Montgomery: o Arundel Castle. O lorde gostava da vila de Arundel e simpatizava com as pessoas de Sussex. Até que vira lorde Patchetts tentar estuprar uma camponesa, a quem socorrera dando uns bons socos na cara do maldito barão. Depois desse triste acontecimento, ele ficou vários anos longe de Arundel, pois não aceitava que Montgomery mantivesse amizade com tão vil cavalheiro. Mas depois que soube da morte do barão voltou a Sussex para descobrir que a moça do passado não só tinha sido vendida pelo próprio pai para uma casa de prostituição, mas que o maldito camponês estava prestes a negociar sua outra filha, uma linda jovem de 17 anos, e dar-lhe o mesmo fim da filha cortesã. E ele, portanto, resolveu comprá-la. O que acontecerá com Meg Hayes? O que o conde de Ponthieu fará com a jovem que acabara de comprar?

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    Resenhas (9)Ver mais
    Naiara picture
    Naiara02/07/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Comprada Por Um Lorde

    "Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos. Mas ela não tinha escolha: se eu não tivesse agido, o pai teria escolhido por ela, e seria a sua desgraça." Hoje eu venho trazer a resenha de um livro da autora Chirlei Wandekoken, mas antes quero contar um pouco da minha história com a autora/editora (se quiser pular essa parte a resenha de fato começa no terceiro parágrafo). Conheci a editora que ela comanda quando eles ainda estavam começando. Eu sou uma grande fã de Charlotte Brontë e, após terminar Jane Eyre, fui em busca de mais títulos e descobri a Pedrazul. Eles estavam preparando tudo para lançar Villette e eu comecei a divulgar na minha página Literatura de Época, a fim de colaborar para a visibilidade da editora, porque sempre admirei o trabalho deles em trazer clássicos nunca traduzidos por aqui. Assim, me aproximei também das pessoas que faziam parte da Pedrazul e conheci a Chirlei. Ela sempre teve uma ótima mão para descobrir joias raras e para moldar autores. Lembro quando enviei para ela um livro que eu havia escrito e, após lê-lo, ela me falou que eu tinha muito potencial, mas que precisava melhorar muita coisa. Foi sem dúvida uma crítica a qual eu devo agradecer, pois ela me abriu os olhos para que eu me superasse e também corresse atrás de entregar algo digno de quem se propõe a ler. Então, acredito que devo a evolução que tive em parte por causa dela. Óbvio que não teria servido se eu não tivesse absorvido, me esforçado e procurado crescer como autora, embora eu ainda tenha muito que aprender, mas não posso deixar de creditar e agradecer a motivação sincera que ela me deu e que levo comigo para sempre no coração. Dessa forma, quando vi que ela havia lançado vários romances de época na Amazon, fiquei muito empolgado e curiosa para ler algo dela. Demorou, mas cá estou eu! Escolhi começar com Comprada Por Um Lorde, pois a premissa me chamou atenção. A história tem início com Meg, que vive com um pai pobre e que gasta todo o dinheiro que ganha com jogos e bebidas, sendo vendida para uma cafetina. Completamente horrorizado com as práticas do homem, Ponthieu, um conde, decide resgatar a jovem e não deixar que aconteça a ela o mesmo que acontecera a irmã dela. Assim, ele leva tanto ela quanto o irmãozinho para outra casa. "Ele pareceu assustado com a pergunta dela. Nunca tinha pensando nela como algo que lhe pertencesse." Não demora para que ela se apaixone por seu salvador, que não tem a menor vontade de se casar. A partir daí vemos o desenrolar dessa relação. A mocinha sofrendo com a insegurança e o lorde tentando se manter afastado e falhando em não amá-la. Vamos a minha opinião de leitora: eu estava muito empolgada, como havia dito, com a premissa do livro e ansiosa para amar esse enredo, mas, infelizmente, minhas expectativas foram frustradas. Fiquei muito triste em me sentir assim, sobretudo por se tratar de alguém que de certa forma admiro, mas eu não poderia mentir. Já no início a narrativa me causou estranheza, pois começa na terceira pessoa no presente, o que para mim não fez muito sentido. Porém, ainda no prólogo, ela abruptamente vai para o passado e permanece, o que me deixou aliviada, pois é uma narrativa com a qual estou familiarizada em romances de época. Então, temos as apresentações dos personagens. Acho que isso podia ter sido feito dentro das situações vividas em vez de criar realmente uma apresentação como se fosse uma anotação, porque me soou pouco natural e a verdade é que eu já tinha esquecido quem era o que do que e o que fazia. O livro tem muitos diálogos e poucos detalhes. Um exemplo logo no começo é quando Meg e o irmão chegam à casa do conde. O garoto se deslumbra com o lugar e a beleza da dama que o recebe, porém não há descrição para fazer com que o leitor tenha a mesma sensação, sabe? Eu fiquei cética e não é assim que quero ficar quando um personagem fala de um cenário ou sentimento, eu quero me deslumbrar com ele, ver com os olhos dele e sentir através dele. Isso melhora um pouco ao longo do livro, mas ainda senti falta de mais. A relação dos mocinhos para mim não foi tão profunda. Até senti alguma química quando se encontravam, consegui sentir também um pouco da aflição da Meg com o distanciamento do conde, e a autora soube trabalhar com olhares e conversas, mas nada disso foi o suficiente para me fazer suspirar pelo casal principal, além de algumas atitudes do mocinho que eu achei um tanto quanto problemáticas. Porém não posso deixar de dizer que em alguns momentos ele soube realmente ser fofo e conseguiu agradar. "O que têm as suas sardas? O que são elas? São essas pintinhas lindas aqui? Eu as adoro, Meg. Não sabe como eu as adoro. Não consigo imaginar o seu lindo rosto sem elas. Nunca mais fale mal delas, pois para mim elas são adoráveis, como tudo em você" Outra coisa que me deixou chateada, mas isso não tem a ver com o livro ou a autora, mas a revisão. Peguei erros bobos do tipo era para ser "reverência" e estava "referência", "deleito próprio" em vez de "deleite" sendo que o livro esteve nas mãos de duas profissionais, como consta nas informações. Se fosse uma revisão feita apenas pela autora eu ia relevar, porque entendo que nem sempre um autor tem dinheiro para contratar revisores, pois é um serviço salgado, mas nessa situação eu não tinha como não comentar sobre isso. Além de também haver duas falas de personagens distintos no mesmo parágrafo, falta de travessão para separar fala da ação e houve algumas coisas meio sem sentido como quando a mocinha está usando um vestido violeta e o narrador diz, quando ela fica envergonhada ao ver o conde, que ela ficou da cor do vestido. Quem é que fica violeta quando cora? A revisora podia ter se atentado a isso. Enfim, eu realmente queria ter amado esse livro, mas acabou não rolando. Acredito que faltou zelo na revisão, mais paciência da autora para criar cenários e profundidade, saber dosar o enredo de forma que tanto a trama principal quanto a secundária tenham uma atenção especial sem que uma anule a outra. Sobretudo, acredito que a autora poderia passar o livro pelo crivo de alguém alheio à Pedrazul, um profissional, talvez, que não tenha uma ligação com ela, porque sei como amigos podem não enxergar algo que os leitores fora do nosso grupo enxergam, não por maldade ou para agradar, mas porque são pessoas que já conhecem a escrita e não vão ver com os olhos daquele público exigente. E se por um acaso a autora chegou a receber críticas de algum beta, talvez lhe falte absorvê-las e procurar segui-las. Mas quero ressaltar que, apesar de não ter amado esse livro, ele é uma leitura bem rápida para uma tarde, algo para divertir e sem pretensões. E apesar da minha resenha, ainda estou empolgada para dar outra chance a autora, pois imagino que as demais obras sejam mais trabalhadas, assim como foi com Por Trás da Escuridão,que ao menos era rico em detalhes.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 65
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas8%
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    Chirlei Wandekoken

    Jornalista, leitora e amante dos livros. A autora mora em Vitória-ES com seu marido, Júlio, dois filhos, Júlio Filho e Amanda, um cachorro, o Chao, e dois gatos, a Kale o Malte. São dela os romances contemporâneos: O vento de Piedade, Por trás da escuridão e Força & ternura. Seu acervo de romances de época e históricos é maior. A série O Quarteto do Norte, com A estrangeira, A ama inglesa, Um cocheiro em Paris, Fronteira da paz e o spin-off dessa série, O quarteto do Norte, o passado medieval, é a mais famosa delas. Mas ela escreveu mais dois romances menores que giram em torno dessa série: Quando os Céus conspiram e Comprada por um lorde. A série Vilas do Sul é composta pelos livros: Sob os acordes dos anjos, Paixão de recomeço, Iluminada pela paixão, Onde os ventos sopram, Para sempre meu e O resgate de uma história.

    23 Livros
    77 Seguidores
    Espirito Santo, Brasil

    Chirlei Wandekoken