A obra é escrita pela jornalista Susan Masino, que conheceu a banda durante a turnê de 1977. Ao longo dos anos, ela permaneceu em contato com eles e viu de perto o AC/DC chegar ao estrelato internacional. O livro, que foi sucesso na Europa e Estados Unidos, traça a história da banda, desde seus primórdios, em Sydney, Austrália, no início dos anos 1970, além de detalhes como a trágica morte do vocalista Bom Scott, em 1980. A autora também conta como foi a escolha do novo front man, Brian Johnson, e os bastidores do álbum divisor de águas da história do rock, Black in Black, apontado pela RIAA (Recording Industry Association of America), orgão que controla o mercado fonográfico norte-americano, como o 2º álbum mais vendido da história. Essa é a primeira vez que um livro sobre a banda é traduzido para o português.
A História do Ac/dc - Let There Be Rock -
Susan Masino
3.5
AC/DC é uma das minhas bandas preferidas, mas acho que esse livro não se compara com o trabalho da banda. Os capítulos são nomeados com os títulos dos cds ou músicas da banda. Bem no meio do livro, há algumas páginas pretas com fotos da banda, desde a começo da carreira com Bon Scott até a era de Brian. No final do livro temos a discografia detalhada com todos os cds, dvds e singles lançados nos EUA, Reino Unido e Austrália. Realmente uma bela e preciosa pesquisa, pra quem é fã, uma maravilha! A autora é uma grande fã da banda, tendo ela mesmo já conversado com os caras várias vezes, todas elas descritas no livro. Ela conta desde a infância dos irmãos Young, toda a trajetória do Bon (um capítulo exclusivo mais do que merecido) e um pouco de Cliff e Phil, e posteriormente do Brian. O livro fala da gravações dos cds e das turnês de cada um, isso sempre contando algumas poucas boas histórias das turnês. Bem, é ai que, pelo menos pra mim, começam os problemas do livro. Há boas e divertidas histórias (a da turnê do “Who Made Who” é muito engraçada), porém poucos detalhes de gravação dos cds (salvo os dos mais famosos, como “Back in Black”, “Highway to Hell”) e poucas histórias das músicas (acho que fala de The Jack que é bem legal, de Bedlam In Belgium , Whole Lotta Rosie e Highway to Hell, essas duas últimas pra quem acompanha a banda já são histórias antigas...). Eu esperava mais detalhes como esses, sem contar que a maioria desses detalhes e histórias não são contadas pelos integrantes da banda, mas sim por produtores, organizadores, roadies e por bandas que acompanharam o AC/DC em turnês. Só acho que uma banda com quase 40 anos de estrada teriam mais coisas pra contar, mesmo eu sabendo como eles são discretos em relação a suas vidas pessoais. Como eu já disse acima, a autora é GRANDE fã da banda, então amigo, pode esperar muita “rasgação de seda”, só elogios. Não que eu queria que ela falasse dos podres dos caras, mas por exemplo: na época do “Flick of the Switch” e “Fly on the wall”, os críticos falaram mal da banda, de como estava se tornando repetitiva, até chamando-os de limitados. No livro não há isso. Ela só cita que as vendas foram ruins e ainda coloca uma resenha da época falando bem do “Fly on the Wall”, coisa que eu nunca tinha visto. Mas claro, estamos falando de AC/DC! O livro tem muita coisa legal, e da pra ver como o Bon Scott era "O" cara, sem dúvida. Sem contar os comentários do Angus e Malcolm que são sempre muito engraçados. Se gosta mesmo da banda, vale muito pena.
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