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    Crying of Lot 49 -

    Thomas Pynchon

    Harper Perennial Modern Classic
    2006
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9780060913076
    3.9
    41 avaliações
    Leram65Lendo4Querem57Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos10Desejados57Avaliaram41

    Suffused with rich satire, chaotic brilliance, verbal turbulence and wild humor, The Crying of Lot 49 opens as Oedipa Maas discovers that she has been made executrix of a former lover's estate. The performance of her duties sets her on a strange trail of detection, in which bizarre characters crowd in to help or confuse her. But gradually, death, drugs, madness and marriage combine to leave Oedipa in isolation on the threshold of revelation, awaiting the Crying of Lot 49.

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    Natália Portinar picture
    Natália Portinar11/02/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Acessível"

    É o que vão te dizer que esse livro é, em comparação com os outros livros de Thomas Pynchon. O que não é verdade. Ele é curto, mas é um livro como qualquer outro do autor. Mas como são os livros do autor? Oedipa Mass, a personagem principal, pergunta em uma passagem: "Shall I project a world?" E de fato, ela projeta um mundo. Se alguns autores têm méritos por retratar bem a realidade, ou por retratar mundos fictícios intrigantes, Pynchon passa bem longe disso. O que ele faz, em suas próprias palavras, é descrever "o mundo como ele poderia ser, com um pequeno ajuste ou dois". Paradoxalmente, o que o leitor pode sentir, em uma plena imersão em um livro dele, é que está mais próximo da realidade do que jamais esteve. Ou então, pode achar o livro completamente tedioso e intricado, intricado demais para ser apreciado. O que é uma questão de paciência, estado de mente, personalidade, que seja. O que não é, definitivamente, é uma questão de inteligência. Qualquer um pode ler Pynchon, e não exige nenhuma qualificação extraordinária. Crying of Lot 49 é a história de uma moça sobre quem cai a responsabilidade de administrar o testamento de um ex-namorado. Para isso, ela viaja pela Califórnia e se encontra, depois de um tempo, envolvida em uma grande rede conspiratória que se esforça para entender. De uma forma ou de outra, um tema recorrente na obra de Pynchon é a paranoia e a conspiração, e em seu romance estreante, elas foram exploradas de uma forma bem mais simples do que em, por exemplo, O Arco-Íris da Gravidade, no qual a paranoia é mais uma doença de guerra do que um estado provocado por uma óbvia série de coincidências assustadoras. Nesse sentido, pode-se dizer que esse livro realmente dá ao leitor mais explicações e relações causa-consequência do que o Arco-Íris (que é o livro mais intricado do autor). É ótimo, portanto, começar a ler Pynchon por ele, porque dá ao leitor uma base do que esperar de um livro dele. Não em estilo, enredo, vocabulário ou abordagem, que mudam drasticamente de um livro pra outro, e sim em tema. Sugiro para qualquer leitor que queira se iniciar, e para qualquer leitor que já tenha se iniciado também.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 41
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas5%
    Thomas Ruggles Pynchon, Jr. profile picture

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.

    Escritor norte-americano, tido como dos mais originais de seu tempo. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster. Ganhador do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, quadrinhos, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam em uma realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam de sua juventude.

    34 Livros
    106 Seguidores
    Nova Iorque, EUA

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.