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    A Casa do Morro Branco -

    Rachel de Queiroz

    Siciliano
    1999
    157 páginas
    5h 14m
    ISBN-10: 8526707949
    Português Brasileiro
    3.7
    125 avaliações
    Leram181Lendo8Querem94Relendo0Abandonos8Resenhas17
    Favoritos1Desejados94Avaliaram125

    Rachel de Queiroz se consagrou como um dos grandes nomes na narrativa longa brasileira a partir da publicação do romance O quinze, em 1930. A antologia de textos curtos A casa do morro branco, no entanto, vem provar que a autora também dominava perfeitamente a arte dos contos e crônicas. São 14 histórias na qual a autora expõe todas as características que marcaram obras renomadas como João Miguel, Caminho de pedras, As três Marias e Memorial de Maria Moura: análises literárias da existência humana, em seus aspectos políticos e pessoais. É um relançamento que dá continuidade ao resgate proporcinado pela Editora José Olympio da obra de uma das maiores escritoras brasileiras. “A contista Rachel de Queiroz é contundente como o quê, sutil e cortante qual gume de faca para picar fumo nas feiras livres do interior do Ceará”, escreve o jornalista e escritor José Nêumanne. “Ela descreve a vida sem disfarce, sem dourar a pílula, com a impressionante frieza de um assassino profissional. (...) A prosa curta da romancista é escorreita e crua, sem subterfúgios nem tergiversações: adjetivos são dispensados sem cerimônia, prevalecendo a força dos substantivos comuns, enfileirados co argúcia e sensibilidade.” A casa do morro branco é mais uma obra de destaque na impecável bibliografia de Rachel de Queiroz.

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    Mari Lopes27/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Crônicas maravilhosas de se ler! ❤

    Rachel de Queiroz se consagrou como um dos grandes nomes na narrativa longa brasileira a partir da publicação do romance O Quinze, em 1930. A antologia de textos curtos A casa do Morro Branco, no entanto, vem provar que a autora também dominava perfeitamente a arte dos contos e crônicas. São 14 histórias na qual a autora expõe todas as características que marcaram obras renomadas como João Miguel, Caminho de pedras, As três Marias e Memorial de Maria Moura: análises literárias da existência humana, em seus aspectos políticos e pessoais. [Amazon] _________________ Feliz por ler três obras nacionais neste ano e por duas delas serem de escritores cearenses. Está última, ainda melhor, por conter elementos tão próximos de nossa cultura, de nossa história e de nosso povo. Algumas crônicas contidas neste livro nos dão a impressão de que estamos sentados ao pé de Rachel que está sentada em sua cadeira de balanço nos contando histórias que ela ouviu falar. São contos de visagem, mortes misteriosas, pessoas novas em um local escondendo um passado misterioso, enfim. Para a geração atual, que busca "reformar" a literatura, buscando excluir textos que não lhe agradam por sentir que ofendeu alguém, a leitura das crônicas de Rachel pode não ser atrativa. Das histórias que menos gostei foi A Presença do Leviatã, mas como era curto deu pra ler de boa. Um que me chocou pela descrição de detalhes foi Isabel, o relato de uma mulher que " Sempre dizia que não se casara por amizade: casara por 'iludição'". O desfecho da história é crua demais! A presença do negro também é recorrente nas crônicas. "Por isso também é pecado apurar muito a raça, branco só querendo branco e gente de cor só querendo os da sua igualha — pois, para que Deus os teria feito tão diferentes, se não fora para possibilitar as infinitas variedades das suas combinações?" "quão distantes uns dos outros vivem os homens, quão indiferentes passam entre si, cada um trancado na sua vida."

    13 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 125
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas1%
    Rachel de Queiroz profile picture

    Rachel de Queiroz

    Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois. Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome. Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino. Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas. Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950). Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004. Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. Fontes: biografia: wikipedia foto: http://www.fundacaoquixote.org.br

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    Ceará, Brasil

    Rachel de Queiroz