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    Mañana en la batalla piensa en mí -

    Javier Marías

    Alfaguara
    2004
    457 páginas
    15h 14m
    ISBN-10: 8420442313
    Espanhol
    4
    11 avaliações
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    Víctor Francés, un escritor frustrado que presta su pluma a otros, es invitado a cenar a casa de Marta Téllez, una hermosa mujer casada a la que apenas conoce y cuyo marido está de viaje en Londres. La noche promete pero, antes de poder consumar el adulterio, Marta comienza a sentirse mal y muere. Víctor huye entonces de esa casa ajena, dejando a un niño de dos años durmiendo em una de las habitaciones y una mujer muerta. En un Madrid invernal y nocturno, el narrador se convertirá desde ese momento en una sombra que se finge quien no es, que disimula sus intenciones, que no quiere ni busca nada pero, sin embargo, encuentra. 'Mañana en la batalla piensa en mí' nos habla sobre el ocultamiento, el olvido y el engaño.

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    Aguinaldo Medici Severino10/04/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    mañana en la batalla piensa en mí

    Segundo o próprio Javier Marías as boas críticas e o estrondoso sucesso comercial de "Corazón tan blanco" o fez imediatamente envolver-se em um novo projeto literário. Ele não queria ficar conhecido como o autor do livro tal e que sua obra ficasse eclipsada por uma recepeção tão boa de um único livro. O resultado desta decisão é um livro ainda melhor, que li como o autor deseja, ato contínuo à leitura do anterior. "Mañana en la batalla piensa en mí" tem um início cativante. Na estival Madrid dos anos 1990 um sujeito se vê na casa de uma mulher que ele conhece pouco, apenas o suficiente para se fazer seduzir. O marido desta mulher está viajando, na Inglaterra, e o filho pequeno deles é colocado para dormir. Após o jantar e o vinho e quando já estão nas preliminares do sexo eis que a mulher tem um mal súbito e morre. O sujeito não sabe bem o que fazer, sabe vagamente o nome do marido da mulher e tampouco sabe onde ele está hospedado em Londres. Acaba descobrindo estas duas informações, mas não consegue prontamente transmitir para o marido a importante informação que tem, nem tampouco consegue ligar para a polícia. Sai furtivamente do apartamento. A partir daí Javier Marías apresenta como um sujeito fica obcecado em saber o "final da história", ou seja, como todos os demais com quem a mulher se relacionava receberam a notícia de sua morte e de como reagiram a ela. Ele vive de escrever textos para terceiros. É uma espécie de "ghost writer" para políticos iletrados, dramaturgos preguiçosos, ensaístas sem imaginação. Consegue se aproximar profissionalmente do pai da mulher morta, ao preparar um discurso para uma ocasião importante no parlamento europeu. A partir dele acaba se envolvendo com a irmã da morta. De fato ele flerta com ela antes dela lembrar-se dele. Afinal ambos relembram ter se cruzado quando ele saía do apartamento naquela madrugada em que a mulher morreu. Através dela acaba contando sua história para o viúvo, o sujeito que havia viajado à Londres naquela noite. Os grandes temas de Marías estão todos neste livro: a preocupação com os usos da língua (para esclarecer e para ocultar); os desvios por temas que parecem triviais, congelando a trama; as citações de filmes americanos, mas sempre de filmes obscuros e não comerciais; a presença seminal de Shakespeare permeando o texto; a questão da traição e da lealdade (a si mesmo e aos outros). O que impressiona no texto de Marías é sua capacidade de antecipar possibilidades e nos surpreender sempre. Se a história que o narrador conta já é impactante, a história do marido da morta é ainda mais surreal (mas ainda assim verossímil). Na verdade é o marido que quer se purgar contando a sua história, mais de saber como afinal o sujeito se envolveu com sua mulher e como a viu morrer. Uma citação ao início da peça Henry V de Shakespeare parece ser o ponto de onde todo o romance surge. Trata-se daquela terrível passagem em que o Henry V ignora seu antigo companheiro de badernas Falstaff (na época em que era somente o príncipe Hal) dizendo: "I know thee not, old man. Fall to thy prayers. How ill white hairs become a fool and jester!" Agora é oficial. Vou ler todos os Javier Marías que encontrar. Este sujeito sabe como ninguém contar uma boa história. [início 13/04/2009 - fim 27/04/2009] "Mañana en la batalla piensa en mí", Javier Marías, ediciones Debolsillo (1a. edição) 2007, brochura 13x19, 368 págs. ISBN: 978-987-566-255-1

    2 curtidas

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    4 / 11
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Javier Marías Franco profile picture

    Javier Marías Franco

    Escritor, tradutor e editor espanhol. Nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1951 e faleceu em 11 de setembro de 2022 devido a uma pneumonia bilateral em decorrência da covid-19. Considerado o principal escritor espanhol da segunda metade do século XX e início do século XXI, ocupava a cadeira R da Real Academia Española (RAE) desde 2008. Formado em Filosofia e Letras, com especialização em Filologia Inglesa, pela Universidade Complutense de Madrid, foi professor de Literatura Espanhola e Teoria da Tradução na Universidade de Oxford (1983-1985), no Wellesley College de Massachusetts (1984) e na Universidade Complutense de Madrid (1986-1990). É autor de contos, ensaios, crônicas e 16 romances, entre eles "Coração tão branco" (1992), "Amanhã, na batalha, pensa em mim" (1994), "Seu rosto amanhã" (2002-2007), "Os enamoramentos" (2011), "Assim começa o mal" (2014), "Berta Isla" (2017) e "Tomás Nevinson" (2021). Era Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França.

    88 Livros
    60 Seguidores

    Javier Marías Franco